A nova cara do turismo ecológico no Amazonas

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Ribeirinhos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uatumã, no Nordeste do Amazonas, deixam a pesca, o roçado e o manejo florestal em segundo plano para investir no turismo de base comunitária

Jornal A Crítica
Texto: Mônica Prestes
Fotos: Bruno Kelly

Já imaginou jogar futebol em um campo no meio do rio, mergulhar com tartarugas, pescar, fazer rapel e trilhas na floresta e aprender, na mata,  sobre plantas medicinais, antes de ver uma revoada de papagaios no pôr-do sol em uma reserva ambiental onde a biodiversidade tira o fôlego, até mesmo, dos observadores menos atentos?

Muita gente já pensou em, se não todas essas coisas, ao menos uma delas. Mas para muitos, não passa de um desejo improvável, diante da dificuldade de logística na região amazônica, que faz com que os próprios amazonenses optem por destinos fora do Estado ou até do País para aproveitar os dias de folga.

Mas a logística não é o único desafio para os amazonenses conhecerem seu maior patrimônio: a biodiversidade. A falta de informação é um osbtáculo para as pessoas desbravarem destinos turísticos não convencionais como a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uatumã, no Nordeste do Amazonas. Lá, os ribeirinhos estão se preparando para receber turistas, seja em pousadas flutuantes, em terra firme, ou na própria casa, e oferecer todas essas opções de lazer.

Com acesso pelas rodovias AM-010 e AM-363 (estrada da Várzea), em cinco horas de viagem partindo de Manaus até o Município de Itapiranga (a 227 quilômetros da capital), a RDS Uatumã é uma alternativa aos destinos tradicionais dos turistas que vêm ao Estado – Encontro das Águas, hotéis de selva, Presidente Figueiredo – e que já são “velhos conhecidos” de quem vive em Manaus.

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Com um potencial internacionalmente reconhecido para a pesca esportiva do tucunaré, a RDS guarda, também, talentos para o ecoturismo e o turismo de base comunitária, aquele em que o viajante vivencia atividades cotidianas das famílias que o acolhem, bastante popular em países orientais.

Este ano, os moradores das 20 comunidades que fazem parte da RDS do Uatumã decidiram não mais “guardar” esse potencial todo, mas explorá-lo de forma sustentável, com foco na geração de emprego e renda aliada à preservação da natureza. Para isso, estão criando uma cooperativa mista, por meio da qual pretendem “assumir as rédeas” da gestão da unidade de conservação e transformar esse patrimônio natural na principal fonte de renda das 380 famílias que vivem lá, como contou a presidente da Associação de Moradores da RDS, Cleide Ferreira.

Segundo ela, o turismo na RDS se resumia à pesca esportiva, que nos últimos anos vem acumulando prejuízos enormes para a reserva e para os moradores. “Os turistas vinham e deixavam lixo pelo caminho. Percebemos que era questão de tempo até que tudo fosse destruído. Então decidimos aprender para ensinar o turista a cuidar, até pra que outras pessoas possam conhecer”, declarou.

Confira a reportagem completa em: http://acritica.uol.com.br/amazonia/cara-turismo-ecologico-Amazonas_0_1132086788.html

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