Embrapa e Incra promovem curso de Diagnóstico Rural Participativo

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Por Felipe Rosa, da Embrapa Amazônia Ocidental

Técnicos que vão atuar em assentamentos da Reforma Agrária em Manaus e em municípios do interior do Amazonas participam, durante quatro dias, de uma capacitação em Diagnóstico Rural Participativo (DRP), promovida pela Embrapa Amazônia Ocidental e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O curso, que acontece de 16 a 20 de outubro, conta com abordagens práticas e teóricas sobre o tema, por meio de programação realizada na sede da Embrapa Amazônia Ocidental em Manaus e também em Iranduba, na Comunidade Nova Esperança.

O Diagnóstico Rural Participativo é um conjunto de técnicas e ferramentas que permite que as comunidades rurais façam uma avaliação sobre suas realidades, com o apoio de um facilitador, que intermedia o processo. O DRP não busca unicamente colher dados dos participantes, mas, sim, que estes iniciem um processo de autorreflexão sobre as suas potencialidades, oportunidades, necessidades e problemas. O método procura maior participação dos chamados beneficiários, para que eles entendam melhor seu contexto e, a partir daí, comecem a gerenciar ações de forma planejada.

Conforme o coordenador do curso e pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Nestor Lourenço, a capacitação em DRP permitirá que os técnicos percebam seu papel no meio onde vão atuar, como forma de facilitar o processo de análise da realidade e consequente melhora da interpretação das necessidades e de futuras ações. “O técnico tem que conhecer bem e buscar entender a realidade local para poder trabalhar de forma participativa. Por isso esse curso é válido, para que o técnico perceba como é importante ele se sentir pertencente à realidade da comunidade”, disse.

Capacitados

Os técnicos que estão sendo capacitados pela Embrapa fazem parte do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas) e, juntamente com técnicos da ONG Nymuendaju, vão prestar serviços de assistência técnica e extensão rural por 12 meses a mais de três mil famílias agricultoras, em 21 projetos de assentamentos da Reforma Agrária. As duas instituições foram contratadas a partir de chamada pública lançada pelo Incra, que vai investir R$ 8,6 milhões no trabalho, que abrange as cidades de Apuí, Novo Aripuanã, Manicoré, Iranduba, Itacoatiara, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Manaus.

Os contratos assinados com o Idesam e com a Organização Nymuendaju preveem a realização de onze metas que contemplam as atividades individuais e coletivas. A assistência técnica garantida pelo Incra prevê a realização de diagnósticos inicial e final, e visitas técnicas nas unidades familiares dos agricultores assentados, além da realização de cursos, seminários e oficinas.

Mariane Brás Silva, integrante da equipe de Assessoria Técnica, Social e Ambiental do Incra, destaca que a parceria firmada com a Embrapa é justamente para qualificar ainda mais os técnicos que vão prestar essa assistência. “Os técnicos que atuam neste trabalho vão cumprir diversas metas ligadas à educação, saúde, produção agrícola. E nós vamos verificar a qualidade de vida do beneficiário – o que mudou, como era antes e o que melhorou – e para isso os técnicos que vão atuar precisam de capacitações específicas, como essa realizada através de cooperação técnica com a Embrapa”, disse.

Para acessar a programação do curso, com os assuntos debatidos e instrutores, clique aqui.

Texto original: www.embrapa.br

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