Óleos Nobres da Amazônia

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A cadeia produtiva de óleos nobres da Amazônia ganha reforço pelo trabalho desenvolvido no Idesam, seja ele de apoio direto por meio de projetos de fomento ao setor ou ainda com estudos para propor melhorias nas etapas de produção desses itens, tão cobiçados nos mercados nacionais e internacionais.

Atualmente, o Idesam atua ativamente em projetos de beneficiamento de andiroba, copaíba, entre outros produtos da biodiversidade amazônica, além de já ter contribuído com propostas concretas de mudanças e fortalecimento do murumuru e outros produtos não-madeireiros.

 
Selecionado no edital Floresta em Pé, promovido pela FAS e com apoio do Fundo Amazônia, o Projeto de Fomento ao Beneficiamento e Comercialização de Óleo de Copaíba tem por objetivo apoiar grupos de comunitários da região ribeirinha dos rios Aripuanã e Guariba no processo de mapeamento, extração, armazenamento, transporte e comercialização do produto.

O pontapé inicial foi dado em 2018, com reuniões de nivelamento técnico e mapeamento participativo das áreas de coleta e inventário amostral para o levantamento do potencial produtivo de copaíba, na região do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Aripuanã Guariba. Também foram distribuídos kits de Equipamento de Proteção Individual (EPI), a fim de assegurar boas condições de trabalho aos extratores.

O projeto trabalha com 10 famílias em seis diferentes comunidades, número que tende a aumentar, já que a atividade extrativista é comum na região e garante a geração de renda para muitas famílias do assentamento.

Outra importante contribuição do Idesam para o segmento foi um estudo feito em parceria com a Natura, que inseriu no mercado produtos à base de matéria-prima amazônica, como a manteiga de murumuru e andiroba. Na região do médio Juruá, onde aproximadamente 400 famílias distribuídas em 30 comunidades da margem do rio estão envolvidas nas atividades de coleta de sementes, o Idesam identificou possíveis melhorias para a complexa cadeia logística local.

Mas muito além dos entraves, o Idesam elaborou propostas de melhorias dos processos produtivos. O aumento no valor da lata de murumuru comercializada, a fim de gerar um benefício líquido aos coletores, e a instalação de galpão de armazenamento para a estocagem em ambiente adequado, foram algumas das estratégias sugeridas pelo Idesam.

O instituto reforçou a necessidade de renovação do maquinário, medida que poderia aumentar a produtividade da usina em 39%, além de sugerir mais treinamentos sobre o manuseio, limpeza e manutenção dos equipamentos e sobre segurança no trabalho.

Outro trabalho realizado pelo Idesam em cima das cadeias dos produtos florestais não madeireiros foi no município de Maués, onde a castanha, o guaraná e o óleo de pau-rosa se destacam neste segmento. Além destas três cadeias estruturadas, há ainda outros produtos comercializados no município, como óleo de copaíba, óleo de andiroba e a resina do breu. Isso foi possível identificar graças ao Diagnóstico das Cadeias Produtivas Florestais, realizado pelo instituto e que analisou seis municípios.

O óleo essencial de pau-rosa contém uma substância denominada Linalol, muito apreciada como fixador de perfumes de diversas marcas mundiais. No município de Maués existe uma usina de beneficiamento, que data da década de 1940. O incentivo na produção e beneficiamento de castanha, o plantio de pau-rosa e a criação de um laboratório de plantas medicinais são pontos fortes que o Idesam recomendou que fossem explorados, fortalecendo a economia florestal do município.

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