Especialistas em REDD+ visitam comunidade agroextrativista no AP

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Por Larissa Mahall

No último dia 23 de maio, uma equipe de profissionais e pesquisadores ambientais visitou a comunidade de pró-extrativismo Mazagão Velho, localizada a 30 km de Macapá. A programação pertenceu ao Programa de Treinamento GCF, realizado por GCF e Idesam.

Essa saída de campo possibilitou a reflexão das estratégicas de REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) pelos participantes do treinamento. “Eles utilizaram conhecimentos adquiridos para refletir sobre uma das formas pelas quais os benefícios do REDD+ podem chegar àqueles que dependem da floresta e exercem um papel fundamental para a conservação florestal”, justifica a engenheira florestal Luiza Lima, pesquisadora do Programa Mudanças Climáticas uma das organizadoras do evento.

O local escolhido para a atividade foi a área do produtor Luiz Antônio, onde acontece o manejo de açaí com baixo impacto. É possível observar o processo de colheita, debulha, armazenamento e transporte do açaí, explica o engenheiro florestal Fábio Cardoso, da Coordenadoria Técnica Florestal (CTF) do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

“Nessa área de várzea, pode-se ter melhoria da qualidade, aumento da produção e agregação de valor, pela conscientização ambiental, desse alimento”, reforça o engenheiro.

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Essa forma de manejar a floresta conta com o apoio da Associação da Comunidade Mazagão, em parceria com o IEF, conforme o agricultor Aurélio Araújo. “Atualmente, temos 380 associados, a maioria é produtor rural e o manejo comunitário surtiu efeito na comunidade porque trouxe desenvolvimento local, pela capacitação dada”, explica o morador.

A expectativa em curto prazo é a criação de uma agroindústria local de açaí, com o objetivo de explorar os potenciais da região com responsabilidade ambiental e oportunidade de geração de renda.

“Há 300 pessoas na lista de espera para manejo de açaí, mas não temos capacidade física para acompanhar o processo de manejo”, destaca Cardoso. Apesar do cenário, o profissional acredita no potencial dessa comunidade para ser referência na produção de açaí em Macapá, devido sua localização estratégica entre a capital e o porto de Santana.

Representantes do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Tocantins participaram da visita técnica e encerraram a programação do Treinamento de Aperfeiçoamento em REDD+.

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