Estados do GCF apresentam iniciativas sobre produção com desmatamento zero

imagem aérea Amazônia

Por Fernanda Barbosa e Felipe Sá
Com informações da Tropical Forest Alliance 2020 e agência de comunicação da Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso

 

A Reunião Regional 2018 da América Latina da TFA 2020 aconteceu em São Paulo durante os dias 12 e 13 de março. O evento voltou-se à discussão da agenda de zero-desmatamento em torno da produção de commodities, além de catalisar novas parcerias e iniciativas, reunindo grandes empresas, bancos, investidores, agências de desenvolvimento e governos, como Colômbia, Peru e São Paulo, contando também com a presença dos membros do GCF, Mato Grosso e Pará. Os participantes destacaram que eventos como esse são importantes para evidenciar que diferentes atores estão engajados em atingir uma produção que não provoque desmatamento, enfatizando que riscos e responsabilidades são compartilhados entre eles.

Debatendo parcerias de alto impacto, exemplos de iniciativas jurisdicionais zero-desmatamento e de investidores foram levados ao evento. O estabelecimento de prioridades que precisam ser tomadas para permitir que se tome uma ação coletiva visando zero desmatamento também foi um assunto importante. Durante a ocasião, cada apresentação demonstrava que zerar o desmatamento não é uma utopia.

Os membros do GCF, Mato Grosso e Pará, apresentaram suas iniciativas e compromissos mais recentes em planos jurisdicionais de crescimento-verde (green-growth). O Mato Grosso focou na intensificação da produtividade da pecuária e nos aprimoramentos dos sistemas de rastreamento e nutrição. O Comitê do PCI (Produzir, Conservar e Incluir) – do estado do Mato Grosso – apresentou oportunidades público-privadas nas áreas de agricultura familiar e povos indígenas. Essa estratégia ambiciosa tem a intenção de melhorar a cadeia produtiva mato grossense, conciliando produção rural enquanto enfrenta os desafios impostos pelo desmatamento.

O estado do Pará apresentou mecanismos de financiamento público-privados, o Pacto de Zero-Desmatamento de Paragominas, município do estado, e a produção sustentável de cacau, que serviu como exemplo positivo dos setores público e privado realizando parcerias com pequenos produtores. Tudo isso demonstra como é viável superar os obstáculos.

Mecanismos de compensação e pagamentos por serviços ambientais foram destacados ao longo do evento como essenciais para o sucesso de práticas sustentáveis. Essas e outras boas práticas precisam ser amplamente disseminadas e usadas na construção coletiva de um sistema que encare menos barreiras para a produção sustentável.

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