Idesam leva adequação ambiental a assentamentos do Amazonas

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Por Talise Rocha, para o Observatório ABC

Em outubro de 2014, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam) deu início a uma iniciativa para levar assistência técnica e apoio social para quase 2.000 famílias de assentamentos rurais do sudeste do Amazonas e na região próxima a capital Manaus.

Dois anos depois, o projeto tem um histórico de dificuldades financeiras, mas resultados positivos para adequação ambiental de pequenos produtores, inclusive com aumento significativo de produtividade na pecuária.

O Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (ATES) no Amazonas foi criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para fornecer apoio, a partir da parceria com organizações, a produção e organização social de assentamentos rurais. Em 2014, o Idesam topou essa ideia e foi uma das organizações contempladas em uma chamada pública para prestação de assessoria técnica, com 10 assentamentos.

No sudeste do Amazonas, o Idesam já desenvolvia projetos pilotos com produtores, trabalhando com café, pecuária, manejo silvipastoril e técnicas agroecológicas. “Por conta dessa experiência anterior, nesses assentamentos nós já tínhamos recursos vindos dos outros projetos para trabalhar, como veículos, escritórios. Já em Manaus, começamos do zero com equipamentos, equipe, escritórios, além de ter o desafio de conhecer e entender as dificuldades da região”, conta Gabriel Carrero, gerente de Produção Rural Sustentável do Idesam.

Limitações

O projeto foi difícil de ser executado na Amazônia, onde a realidade é andar muitos quilômetros para chegar aos assentamentos, enfrentando estradas ruins e pouca infraestrutura. “Muitos projetos como esse seguem normas que ainda não consideram a realidade do campo no Amazonas e não se aplicam às regiões isoladas”.

Uma das dificuldades enfrentadas pela equipe desde o início foi a falta de recursos necessários para dar continuidade aos projetos nas duas regiões do Amazonas. “Temos que ter a estrutura e, ao mesmo tempo, o dinheiro para pagar os técnicos e outros gastos. É difícil deixar o caixa positivo”, observa Gabriel.

Confira o texto completo no Observatório ABC.

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