Iniciativa inspirada no Projeto Cidades Florestais ganha Prêmio de Empreendedorismo Consciente

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Elaborar diretrizes que incorporem características específicas das cidades de várzea no planejamento municipal de cidades amazônicas. Esse é o escopo do Plano Diretor Piloto para Cidades de Várzea, que alcançou a segunda colocação na categoria social dos Prêmios Professor Samuel Bechimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente 2012. O Secretário Executivo do IDESAM, Carlos Gabriel Koury, e a arquiteta Renata Luz, autores do projeto, receberam o prêmio na última sexta-feira (23), em Brasília, durante a cerimônia de outorga.

A proposta nasceu de reflexões acerca do Projeto Cidades Florestais, que será iniciado pelo Idesam em 2013. Assim como o “Plano Diretor Piloto”, o Cidades Florestais se propõe a analisar alguns municípios do interior do Estado e projetar maneiras de incentivar a estruturação municipal, junto com as prefeituras e o empresariado local, principalmente no que diz respeito à consolidação de cadeias produtivas com elevado valor agregado na Amazônia.

“É transformar o que é visto hoje como problema em solução”, afirma Koury.

Na opinião da arquiteta Renata Luz, temas como saneamento, portos, tratamento de resíduos sólidos e destinação de águas pluviais podem ter soluções mais adequadas para cidades que possuem grandes variações hidrológicas e constantes inundações. “As cidades localizadas em áreas de várzea possuem grande dependência dos rios e de todo sistema hidrológico local, mas ao mesmo tempo não estão preparadas para a conviver com situações de cheia e seca, cada vez mais constantes com as mudanças climáticas que vivemos”, define.

Para o secretário executivo da ONG, o desenvolvimento de cadeias produtivas extrativistas e sustentáveis serão mais factíveis à medida que as sedes municipais do interior também estiverem também fazendo parte dessa cadeia.

Com o projeto, será possível apresentar opções de estruturação e desenvolvimento municipal que utilizem, por exemplo, a cheia e vazante de forma positiva, como aliadas da estruturação e escoamento produtivo.

Renata destaca que diversas cidades do mundo utilizam técnicas para coexistir com ambientes que normalmente seriam classificados como ‘inóspitos’. Os resultados são bons exemplos de desenvolvimento urbano. “Podemos aprender com estes exemplos e aplicá-los na Amazônia, de forma eficiente e ambientalmente responsável”, afirma. Este é o princípio do Projeto Plano Diretor Piloto para Cidades de Várzea: reunir um acervo de opções e desenvolver diretrizes para o planejamento municipal de municípios localizados na área de várzea do Rio Amazonas.

A partir de agora, o próximo passo é buscar alianças para a implantação do projeto em 2013. Os autores iniciam, em dezembro deste ano, uma rodada de apresentação a parceiros e potenciais financiadores.

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