Inventários florestais abrem caminho para manejo no Amapá

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Por Izamir Barbosa,
Edição de Samuel Simões Neto

Entre os meses de abril e maio, o Idesam avançou na elaboração de inventários florestais nos assentamentos da reforma agrária do Amapá. O objetivo é desenvolver, nesses locais, planos de manejo florestal sustentável de pequena escala, sendo o inventário uma etapa fundamental para aprovação dos mesmos.

As atividades fazem parte do projeto “Ligando Mudanças Climáticas ao Manejo Florestal em Projetos de Assentamento no Amapá”, do Programa Manejo Florestal (PMF), com apoio do Instituto Estadual de Florestas do Amapá (IEF) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No dia 30 de abril, Idesam e IEF realizaram uma reunião de planejamento com assentados do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Foz do Rio Mazagão Velho, a fim de discutir estratégias para elaboração do inventário florestal na localidade.

Em decisão com os comunitários, optou-se por dividir o PAE em quatro microrregiões: Igarapé Mutuacá, Foz do Rio Mazagão Velho, Igarapé Espinhel/Rio Preto e Igarapé Grande. “A divisão proporcionou melhor aprendizado aos assentados/beneficiários, que em algumas áreas deram início sem a presença do instrutor, que posteriormente validou a coleta dos dados”, afirma o coordenador do projeto no Amapá, Leandro Farias.

Em todas as quatro microrregiões, cursos de inventário florestal estão sendo ministrados. A capacitação envolve uma imersão teórica e três dias exclusivos para práticas de campo, que equivalem à elaboração do próprio inventário para o plano de manejo.

“No terceiro dia de prática, os assentados estão aptos para dar andamento em todo o processo, desde a fase de delimitação até o registro das informações de cada árvore comercial”, explica.

Após a etapa de inventários, os assentados serão capacitados em manejo e gestão florestal para a elaboração do plano.

Próximos passos

Atualmente, a associação está organizada para solicitar a Autorização Prévia à Análise Técnica de Plano de Manejo Florestal Sustentável – APAT. O documento, emitido pelo Instituto de Meio Ambiente do Amapá (Imap), é obrigatório para a continuidade do processo de licenciamento.

Farias explica que, por ser um projeto de assentamento, a APAT tem como pré-requisito um documento de anuência do Incra, que verifica a documentação dos assentados. “Conseguimos concluir essa primeira etapa e estamos no aguardo do parecer favorável do Incra para dar seguimento ao processo junto ao Imap”, finaliza.

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