Oficina desenvolve o potencial da reserva do Uatumã para o artesanato

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Texto e foto: Izamir Barbosa

Entre o fim de junho e início de julho, ocorreu a primeira oficina de artesanato do Projeto ‘Trançados do Uatumã’, iniciativa do movimento de moda sustentável ECOERA em parceria com o Idesam e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema).

A atividade – realizada na comunidade Nossa Senhora do Livramento, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã – reuniu cerca de 20 comunitários, entre jovens e adultos, para compartilhamento de conhecimentos na produção artesanal.

No primeiro dia de atividades, a agenda começou buscando alinhar as expectativas dos comunitários quanto ao projeto. Todos se apresentaram e compartilharam o que esperam para a atividade.

“Sabemos que a reserva [do Uatumã] tem um potencial muito grande para o desenvolvimento do artesanato e, para isso, precisamos todos unir forças para fazer esse projeto funcionar”, destacou Iraci Cleide Monteiro, presidente da associação-mãe das comunidades da reserva.

A consultora de moda Chiara Gadaleta, personalidade à frente do movimento ECOERA e colunista da Vogue Brasil, foi a responsável por facilitar a oficina e buscou promover um ambiente interativo onde a colaboração era a essência de tudo.

Cada comunitário ensinava técnicas do processo de produção para aqueles que desejassem aprender com palhas de diversas origens que estavam disponíveis na floresta.

“Esse momento de reunião é fundamental para diagnosticar o potencial de cada um dos comunitários e uma melhor estruturação do projeto. Eles se engajam na produção de peças com a aprimoração de seus conhecimentos”, afirma Gadaleta.

Os comunitários tiveram contato com outros produtos artesanais/comunitários trazidos do acervo do ECOERA. Também foram disponibilizados livros para referência e diversos materiais para confecção, como linhas e agulhas.

No segundo dia, os participantes dedicaram-se ao acabamento das peças já produzidas na oficina. O grupo promoveu, ainda, uma exposição dos produtos confeccionados, onde a comunidade pode conhecer a produção dos seus amigos e familiares e os artesãos compartilharam eventuais dificuldades e acertos durante todo o processo produtivo.

“Esse curso é muito importante para a nossa geração e para as futuras, pois estamos aprendendo com os nossos amigos a fazer o artesanato; isso dá uma oportunidade de desenvolvimento para toda a nossa comunidade”, comemora o estudante Júnior Vanziller, 17, morador da reserva e participante da atividade.

A criação de uma central de artesanato na reserva é um dos principais objetivos do projeto. A central possibilitará desenvolver uma nova forma de geração de renda para as comunidades, promovendo a valorização da floresta e o desenvolvimento de novos mercados para a produção local. É o desenvolvimento sustentável executado na prática!

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