Parceria em concurso internacional busca promover iniciativas sustentáveis na moda

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O Idesam é uma das ONGs parceiras na divulgação do Sustainable Fashion Awards (SFA) e poderá receber um apoio financeiro para investir em projetos ambientais.

Por Henrique Saunier

 

Aberto a estilistas e marcas (emergentes ou profissionais) de qualquer país, o Sustainable Fashion Awards (SFA) vai oferecer um prêmio de US$ 6 mil a projetos sustentáveis no segmento de moda. A iniciativa vencedora escolherá uma das ONGs parceiras do prêmio – dentre elas o Idesam – para dividir a premiação.

Para ser elegível a concorrer no concurso, o projeto – que pode ser desde uma peça de roupa a coleções inteiras – precisa contar com ações sustentáveis, como peças feitas à mão, produção local, desenvolvimento de comércio equitativo, design inteligente, zero desperdício de tecidos e proteção ao bem-estar animal. Outros fatores como a utilização de materiais orgânicos, reciclados ou transformados e a avaliação de todo o ciclo de vida dos produtos também serão levados em consideração pelo júri especializado.

Uma das criadoras do prêmio, Ceres Yohanna acredita ser importante reconhecer o trabalho que vem sendo desenvolvido por ONGs, marcas, profissionais e pessoas anônimas ao redor do mundo.

“É visível a força que as práticas sustentáveis vem ganhando no mundo todo, principalmente no mercado da moda. Mas acredito que a moda sustentável ainda tem um grande caminho para percorrer. As pessoas precisam primeiro entender a importância e os benefícios  da compra de peças que estabelecem processos éticos em sua produção, para só depois adquirir o hábito e gosto por esse nicho”, ressalta Yohanna.

Para Yohanna, a reflexão sobre temas ambientais proposta pelo SFA também envolve a prática de utilização de insumos da floresta e a produção comunitária. “Quando se fala em sustentabilidade na moda, nos referimos a todos os processos envolvidos na produção de cada peça. Remuneração justa, o uso de materiais orgânicos ou reciclados e proteção animal são elementos fundamentais para que a moda seja considerada de fato sustentável”, reforça.

Após o término das inscrições, o Mucca (plataforma de vendas online detentora da marca Jak&Jil) irá analisar todos os projetos enviados para selecionar os que forneceram todo o material exigido e são elegíveis como sustentáveis. Passada a seleção inicial, um comitê internacional de jurados irá avaliar os projetos, atribuindo notas de 0 a 10 aos critérios de design, qualidade técnica, sustentabilidade e inovação.

 

Moda consciente

A aproximação do Idesam com iniciativas de moda sustentável não é novidade. Em 2012, o Idesam convidou o estilista Dudu Bertholini para uma expedição ao Uatumã, a fim de buscar oportunidades de parcerias e geração de renda para as comunidades. Em 2016, foi a vez de uma parceria com  Chiara Gadaleta, criadora do Ecoera, o que resultou no projeto Trançados do Uatumã.

Através do Programa Carbono Neutro, o Idesam também fez a compensação de uma linha de bolsas da marca La Loba, que trabalha com produção vegana e, agora, CO2 Neutro.

“A indústria da moda, que sempre esteve associada ao consumo, está cada vez mais assumindo a responsabilidade em promover alternativas sustentáveis, que optem por materiais e processos ambientalmente corretos. Ficamos felizes em apoiar esse tipo de projeto e, dessa forma, contribuir com a promoção do consumo consciente nessa categoria”, afirma Samuel Simões Neto, coordenador de Comunicação do Idesam.

Informações adicionais podem ser encontradas no site oficial da premiação jakandjil.com.br/sfa2018 ou pelo e-mail sfa@jakandjil.com. As inscrições vão até 31 de agosto de 2018 e são totalmente gratuitas; o anúncio do projeto vencedor será feito em outubro de 2018.

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