Período de chuvas marca novos plantios na RDS do Uatumã

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Rogério Lima e Samuel Simões Neto

O início do ano é um período marcado por constantes chuvas em toda a Região Amazônica – também conhecido como “inverno amazônico”–, sendo um momento propício para o plantio e criação de mudas, que se beneficiam com a umidade presente no solo. Aproveitando esse potencial climático e natural, os primeiros meses de 2015 marcam a implantação de cinco novos Sistemas Agroflorestais (SAFs) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, localizada no leste do estado.

O plantio é realizado pelo Programa Carbono Neutro e promove não só a recuperação florestal, mas também geração de renda para as populações locais, uma vez que combina espécies florestais e espécies agrícolas no mesmo terreno.

A previsão é que, em 2015, serão reflorestados mais de 40 mil m² de área degradada na reserva. As áreas – que anteriormente foram utilizadas pelas famílias para plantio de roça e pasto – estão divididas entre as comunidades de São Francisco do Caribi e Nossa Senhora do Livramento e os comunitários já estão sensibilizados com o programa.

Das seis famílias que serão beneficiadas, duas já eram parceiras do PCN em plantios anteriores, enquanto as outras quatro viram o exemplo e decidiram se juntar ao grupo.

A agricultora Maria Lucineide Rodrigues, forte liderança entre os comunitários do Uatumã e uma das novas parceiras do programa, já produz diversas culturas alimentícias, mas decidiu incrementar a produção. “Vi o SAF [Sistema Agroflorestal] na propriedade do Papa [como o comunitário José Monteiro é conhecido] e percebi como é organizado, tudo funcionando certinho e me interessei no conceito”, afirma.

Flávio Cremonesi, gerente do Programa Carbono Neutro, enfatiza a importância de novos comunitários recebendo os SAFs. “Os novos beneficiados são um reflexo do resultado positivo que o programa tem trazido na conexão com as pessoas/empresas que optam em aderir na carboneutralização”, diz.

Estão sendo plantadas mais de 3.500 mudas de espécies florestais, resgatando quase 2.500 toneladas de emissões de carbono da atmosfera. Consorciadas com as espécies florestais, estão sendo plantadas milhares de mudas agrícolas e mais de 3.000 mudas de ingá, espécie usada como fixadora de nitrogênio e que ajudará no desenvolvimento das novas florestas.

Além das neutralizações de carbono do Programa Carbono Neutro (saiba quem neutralizou aqui), as mudas também correspondem a parcerias firmadas entre o Idesam e outras instituições durante o ano de 2014. Nesse ano, o plantio teve apoio financeiro do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) – através de recursos de compensação ambiental – e do Sebrae Roraima, responsáveis pelo plantio de 840 e 1.500 mudas, respectivamente.

A previsão é que o plantio seja finalizado em março de 2015.

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