Projeto Carbono Neutro é destaque em evento nacional sobre SAFs

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Mitigar as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, beneficiar populações tradicionais da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã são os principais objetivos do Projeto Carbono Neutro, do IDESAM. Essa característica de unir dois benefícios em uma única ação foi destaque durante o VIII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais, que aconteceu de 21 a 25 de novembro, no Centro de Convenções Benedito Nunes (Belém/PA).

O coordenador do Programa Unidades de Conservação do Idesam, Eduardo Rizzo apresentou aos presentes a experiência do Programa Carbono Neutro na carboneutralização de instituições através da implantação dos SAFs, a palestra foi realizada dentro do Workshop “Estratégias de mitigação a mudanças climáticas baseadas em SAFs”. Também participaram da discussão: Henrique Nascimento, do Inpa; Luiz Adriano Maia Cordeiro, da Embrapa; e Paulo César Nunes, que apresentou o Projeto Poço de Carbono Juruena, da Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena.

De acordo com Rizzo, o programa desenvolvido pelo Idesam ainda é uma iniciativa pioneira, não só no Amazonas, mas em todo o Brasil. Em geral, quando se pensa em sequestro de carbono, as áreas escolhidas para a recuperação são matas ciliares, áreas de preservação permanente, mas o PCN trabalha de forma diferente. “Nós selecionamos uma área degradada de algum agricultor da RDS do Uatumã e plantamos várias espécies que geram, além de benefícios ao clima, segurança alimentar e renda para aquele produtor”, destaca Eduardo.

“As pessoas acharam muito interessante ver um projeto no chão, porque muito se fala sobre o assunto, mas pouca coisa já foi implementada”, finaliza.

O VIII CBSAF foi promovido pela Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais (SBSAF) e realizado por um conjunto de instituições, entre elas Embrapa Amazônia Oriental, Centro Mundial Agroflorestal (ICRAF), Comitê Executivo do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade Federal do Pará (UFPA).

Clima x Sistemas Agroflorestais

As mudanças climáticas em curso são atribuídas em grande parte ao aumento da concentração de gases de efeito estufa (GEE). A remoção de florestas nativas para implantação de sistemas de produção agropecuária inevitavelmente reduz os estoques de carbono e aumenta a emissão de gases de efeito estufa. Por outro lado, os sistemas agroflorestais são reconhecidos como uma das mais proeminentes opções mitigadoras na agricultura de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

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