Projeto Carbono Suruí em consulta pública até 16 de outubro

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Por Samuel Simões Neto

Desde a última terça-feira (16) – e até o próximo dia 16 de outubro – o Projeto Carbono Florestal Suruí (PCFS) está disponível para consulta pública no site do CCBA – The Climate, Community and Biodiversity Alliance.

O Projeto Carbono Suruí foi iniciado no dia 9 de Junho de 2009, quando ocorreu a assinatura do Memorando de Entendimento entre os Clãs, onde os Paiter Suruí firmaram acordo e decidiram encerrar as atividades de desmatamento e venda ilegal de madeira na TISS. A data de início do período de creditação será de 30 anos, com término no ano de 2038.

O PCFS obteve a validação “ouro” pelo padrão CCB em 30 de março de 2012.

Liderado pela Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí, o projeto conta com a parceria de instituições de grande destaque e reconhecida atuação na Amazônia, como Funbio – Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, Ecam – Equipe de Conservação da Amazônia, Associação Kanindé, The Katoomba Group, Forest Trends e Idesam.

No documento, de 35 páginas, os pesquisadores e técnicos do projeto apresentam o status de implementação das atividades previstas, que foram divididas em quatro eixos: Proteção Florestal e do Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Produção Sustentável, Fortalecimento Institucional, Desenvolvimento e implementação do Mecanismo Financeiro.

O relatório pode ser acessado neste link, ou através do site do CCBA, junto aos demais projetos submetidos à certificação.

Objetivos do Projeto – O PCFS busca consolidar a conservação florestal na TISS através de incentivos financeiros provenientes de mecanismos de REDD+ e Pagamento por Serviços Ambientais. Espera-se evitar que no mínimo 12.217,8 hectares de florestas tropicais sejam desmatados até 2038, gerando a redução de emissões de 7.169.895,6 tCO²e.

Até o momento, o PCFS já evitou a emissão de 385.893,8 tCO² que seriam liberadas para a atmosfera, através da redução do desmatamento entre 2009-2013 dentro da Terra Indígena Sete de Setembro.

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