Projeto realiza a soltura de 20 mil filhotes na calha do Rio Uatumã

19 de março de 2012

 

No dia 4 de março, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, mais precisamente na Comunidade de Livramento, no lago do Jaraoacá, foi o local da soltura de cerca de 20 mil filhotes de quelônios aquáticos. A atividade faz parte do Projeto Quelônios do Uatumã, realizado pela Eletrobrás/ Amazonas Energia em parceria com o Ceuc – Centro Estadual de Unidades de Conservação e moradores da Reserva.070-684

 

A soltura já é realizada há 14 anos na calha do Rio Uatumã. O coordenador do Projeto, Paulo Henrique, do CPPQA (Centro de Pesquisas em Quelônios Aquáticos), explica que o consumo desenfreado e o tráfico desses animais foram os principais fatores para a diminuição da população de algumas espécies: “As comunidades ribeirinhas se alimentam tanto das tartarugas quanto dos ovos, isso é uma tradição da região. Além disso, são animais fáceis de ser capturados, não precisam ser congelados, o transporte também é muito fácil”.

 

Quem executa as atividades do projeto são os próprios habitantes da RDS, que marcam os locais da postura de ovos, recolhem os filhotes no período da eclosão e os levam para os berçários. Depois de alguns meses, a casca dos filhotes está mais dura, e eles estarão menos vulneráveis aos ataques de predadores naturais. Mesmo assim, apenas 5% dos 20 mil filhotes conseguirá chegar à fase adulta.

 

“Trabalhamos durante o ano todo para, no final, realizar esta bela ação que estamos vendo. A nossa comunidade tá muito bem envolvida e muito animada pra continuar esse trabalho, porque isso não é só pra nós, mas sim pra todas as outras comunidades e outras reservas”, afirma Dona Cleide, presidente da Associação Agroextrativista da RDS do Uatumã.

 

Quem também participa ativamente do trabalho há nove anos é o agricultor Adalberto. Para ele, a principal motivação para o trabalho é a família: “Eu, como um pai de família, tenho preocupação com os futuros que estão por vir. Se a gente não fizer esse trabalho eu acredito que daqui a alguns anos, os nossos filhos e netos não terão mais a oportunidade de ver essas espécies”, destaca o comunitário.EX300 exam

 

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