Projeto Waraná Agroecologia inicia segundo ano de atividades

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Por Ramom Morato e Marina Yasbek, pesquisadores do projeto Waraná Agroecologia.

O mito de origem do Povo Sateré-Mawé retrata a planta de guaraná (Paulinia cupana) como a planta mãe da etnia. Os Sateré são responsáveis por domesticar e melhorar naturalmente essa espécie.

Residentes na TI (Terra Indígena) Andirá-Marau, no Amazonas, há 20 anos eles desenvolvem um projeto integrado de etnodesenvolvimento, que tem como centro a produção sustentável do guaraná e a sua comercialização, conforme os mecanismos da economia solidária, bem como o fortalecimento da segurança alimentar, da saúde e da conservação ambiental.

Em janeiro de 2014, o Idesam entra para a equipe de instituições que apoiam essa iniciativa ímpar no país, através do projeto Warana Agroecologia, patrocinado pela Petrobras, coordenado pelo Inpa, executado por Idesam e Ufam, em parceria com a Sepror e o Idam. As atividades do Idesam focaram no fortalecimento da produção agroecológica com sistemas agroflorestais e na execução de um programa de educação ambiental juntos a professores e alunos, culminando na I Feira de Troca de Sementes, em julho de 2015.

Em janeiro de 2016, o projeto entrou em sua segunda fase, agora apoiado pelo Programa de Gestão Ambiental de Terras Indígenas (Gati), um convênio entre Pnud e Funai. A continuidade foi possível graças aos resultados animadores da Feira de Sementes e aos pedidos da comunidade, de continuar com as atividades.

Desde então, duas atividades já foram realizadas:

A primeira delas foi uma oficina de planejamento da produção junto aos produtores de guaraná e agricultores em geral. O objetivo foi a coleta de material para a produção de mudas de guaraná e pau-rosa, além da realização de um debate sobre as técnicas em sistemas agroflorestais frente a um cenário de verões rigorosos e chuvas escassas, e a incidência de doenças e pragas nas plantações do guaraná.

A segunda ação – uma oficina de registro, usos e preparos das plantas medicinais locais – foi voltada para mulheres, jovens e agentes de saúde interessados em compartilhar o conhecimento coletivo sobre a cura através das plantas.

Quase 100 pessoas participaram das atividades, entre as comunidades do rio Andirá (54) e rio Marau (37). Também esteve presente o tuchaua geral do rio Marau, Antonio Tibúrcio Neto, coordenador do Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé (CGTSM).

As próximas atividades ocorrerão entre os meses de março e maio de 2016.

Waku Sese e até logo!

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