Oportunidades de REDD+ no Sul do Amazonas

A região Sul do Amazonas configura atualmente uma das principais fronteiras do desmatamento na Amazônia, podendo ser considerada como uma zona em plena fase de expansão agropecuária. Com o objetivo de analisar e conhecer melhor o potencial que projetos e atividades de REDD+ poderiam ter em contar o desmatamento na região, o Idesam, com o apoio da Fundação Bluemoon (Bluemoon Fund) e parceria com o IPAM, desenvolveu entre 2008 e 2009 um projeto para a identificação de “oportunidades” para a implementação de projetos e iniciativas de REDD+ no Sul do Amazonas.

O estudo consistiu na realização de diagnósticos fundiários, ambientais e socioeconômicos, buscando Identificar os gargalos produtivos e os vetores e atores do desmatamento, assim como estabeleceu estimativas iniciais sobre o potencial de redução de emissões que poderia ser gerado com a implementação de programas e projetos para a região, fornecendo elementos base para subsidiar a criação de políticas públicas e mecanismos para a redução do desmatamento através de projetos de REDD+.

 
O projeto abrangeu os municípios de Apuí, Boca do Acre, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã, e contou com parcerias locais para o desenvolvimento de atividades específicas. Dentre elas, vale citar: a parceria com o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB) e a Instituição Indígena OPIAJBAM, de Boca do Acre, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (IDAM), a COIAB, o Sindicato dos Produtores Rurais do Sul do Amazonas (SINDISUL- Apuí) e todas as prefeituras dos municípios envolvidos.
Foram realizadas pesquisas de campo em todos os cinco municípios durante o ano de 2008. Para a primeira visita em cada município, técnicos do Idesam percorreram as estradas e visitaram propriedades e conversaram com proprietários dentro e fora de assentamentos.

O objetivo foi compreender a realidade da atividade agropecuária e madeireira, o esquema de venda e transporte dos produtos e as dificuldades e limitações de cada localidade. Em cada um desses municípios também foram realizadas visitas aos órgãos locais pertinentes ao estudo projeto, de instituições governamentais a associações de classe, como extrativistas, produtores rurais e pecuaristas.

Com os contatos e informações dessa primeira etapa do projeto e a coleta de informações e pesquisa bibliográfica, foi possível evoluir para um segundo estágio, com ações mais pontuais de coleta de informações e capacitação.

Notícias Relacionadas

Mapa de Atuação

Deixe um comentário