Resultados do ‘Corredores Ecológicos’ são apresentados a instituições participantes

imagem aérea Amazônia

Por Samuel Simões Neto, com informações do site MMA

Nos dias 4 e 5 de novembro, o Idesam participou do Seminário Corredores Ecológicos sobre os resultados dos 12 anos de implementação do Projeto Corredores Ecológicos (PCE), do Ministério do Meio Ambiente. O evento aconteceu em Brasília (DF) e contou com a presença de representantes do governo, sociedade civil e parceiros internacionais, que participaram através da exposição de casos de sucesso na Bahia, no Espírito Santo e no Amazonas, e grupos de discussão sobre as dificuldades encontradas ao longo do projeto.

O PCE vem sendo construído dentro do MMA desde 1997 passando por um longo processo de elaboração. Foram identificados inicialmente sete grandes corredores, cobrindo aproximadamente 25% das florestas tropicais úmidas do Brasil. Dentre estes, foi priorizada a implementação do Corredor Central da Amazônia (CCA) e do Corredor Central da Mata Atlântica (CCMA), a fim de testar e abordar diferentes condições nos dois principais biomas e preparar e apoiar a criação e a implementação de demais corredores.

O projeto contou, ao longo dos seus 12 anos de implementação, com o financiamento do Instituto RainForest Trust (RTF) / Banco Mundial, de 2002 a 2008, e com o Banco Alemão do Desenvolvimento (KFW), entre 2006 e 2014. No total, foram executados R$ 70,11 milhões.

>> Corredores Ecológicos deixam legado

Os avanços e resultados do projeto no Corredor Central da Amazônia foram importantes, como destaca a gerente do Programa Gestão de Unidades de Conservação do Idesam, Jéssica Cancelli, que participou do evento. “O grupo que representou o Amazonas no evento está inserindo contribuições no documento final para destacar mais enfaticamente as ações realizadas no Corredor Central da Amazônia”, sugere.

Outra contribuição foi referente ao financiamento do projeto. Cancelli destaca que, ainda que muitas atividades previstas estejam incorporadas à estrutura de gestão e às políticas públicas dos estados, é preciso investir mais para a conservação nessas áreas. “A continuidade de investimentos nas ações do projeto são fundamentais para a sua consolidação”, alerta.

Além do Idesam, o Amazonas também esteve representado pelas instituições: Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável (Idam), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Instituto de Terras do Amazonas (Iteam) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Conforme o site do MMA, os resultados das discussões serão sistematizados e publicados futuramente.

Manejo Florestal

A parceria entre Idesam e MMA, no âmbito do Projeto Corredores Ecológicos, ocorreu em 2009, com a implementação de Parcelas Permanentes de Inventário Florestal em três áreas de manejo florestal distintas, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã.

O trabalho possibilitou obter informações importantes para a manutenção dos recursos florestais nas áreas de manejo madeireiro da RDS do Uatumã. “As parcelas foram previstas e exigidas no Plano de Gestão da RDS do Uatumã e podem subsidiar estudos sobre impacto do manejo florestal, dinâmica florestal, avaliação da legislação florestal, entre outros”, destaca André Vianna, gerente do Programa Manejo Florestal do Idesam.

Um desses estudos, de autoria de André Vianna e Philip Fearnside, mostra o impacto no Manejo Florestal Comunitário no estoque de carbono da RDS e resultou na publicação de um artigo na revista Journal of Sustainable Forestry.

Corredores Ecológicos

Corredores Ecológicos são áreas que possuem ecossistemas florestais prioritários para a conservação da biodiversidade, formadas por conjuntos de unidades de conservação, terras indígenas e áreas de interstício (que não são formalmente protegidas). Sua função é a efetiva proteção da natureza, reduzindo ou prevenindo a fragmentação das florestas existentes.

“O Corredor Central da Amazônia localiza-se integralmente no estado do Amazonas e é composto por 76 áreas protegidas, sendo 14 UCs federais (6 de Proteção Integral e 8 de Uso Sustentável ), 14 UCs estaduais (3 de Proteção Integral e 11 de Uso Sustentável) e 48 Terras Indígenas, compreendendo 52 milhões de hectares.” (Fonte: ISA)

“O Corredor Central da Mata Atlântica abriga 55 UCs em 1,431 milhão de hectares, além de 79 Reservas Privadas do Patrimônio Natural (RPPN), e outras 134 unidades de conservação, distribuídas em pequenos fragmentos, ao longo de 12 milhões de hectares.” (Fonte: MMA)

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