Sistemas Agroflorestais: semeando desenvolvimento para a agricultura familiar

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Por Priscila Rabassa – 

A implantação do novo Sistema Agroflorestal (SAF) do IDESAM no município de Apuí está a todo vapor. A área, de propriedade do agricultor Carlos Ueda, tem um propósito experimental onde será observado, dentre outros fatores, a produtividade e fertilidade de cinco parcelas de tratamento, sendo o café e o guaraná os principais.

Em consórcio com o café e o guaraná, já estão sendo cultivadas espécies de ciclo curto como, por exemplo, milho, macaxeira, banana, abacaxi, melancia e maracujá e o componente arbóreo composto por espécies madeiráveis como itaúba, jatobá e cedro. Além dessas, estão sendo plantadas espécies para ciclagem e fixação de nutrientes como ingá, eritrina e gliricidia.070-412 exam

Apesar de pouco tempo do início de plantio das espécies, já é possível ver que algumas plantas estão crescendo e junto com elas a crença de que o SAF é o melhor caminho para desenvolver a agricultura familiar em Apuí.

Para o Engenheiro Agrônomo e pesquisador do IDESAM, Vinícius Figueiredo, a utilização de SAFs é uma opção viável e que traz uma série de vantagens econômicas e ambientais para o produtor e para a sociedade, tais como custos de implantação e manutenção reduzidos, a diversificação na produção, a melhoria na alimentação e na estrutura e fertilidade do solo devido à presença de árvores que atuam na ciclagem de nutrientes, além de contribuir para a recuperação de áreas degradadas.

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“Adicionalmente a esses aspectos, a introdução do componente florestal no sistema, constitui-se em alternativa de aumento de emprego e da renda rural”, comenta Figueiredo. Isso acontece devido à diversidade de produtos plantados, o que reduz o risco de impacto econômico derivado da flutuação de preços no mercado e o de perda total da colheita, quando se tem uma única cultura.

A associação de culturas anuais, como grãos, ou de ciclo curto, como as hortaliças, juntamente com as árvores reduz os custos de implantação do sistema agroflorestal. No longo prazo, o custo também é minimizado quando as árvores começam a gerar produtos comercializáveis, como, por exemplo, madeira e frutas.

Apesar do reconhecimento dos benefícios dos SAF’s, o seu conhecimento e uso ainda são limitados. Para a Analista de Projetos do IDESAM, Aparecida Sardinha, isso representa uma oportunidade para o desenvolvimento de mais ações que venham a estimular sua difusão no município.

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“Analisando essa realidade, estamos criando mecanismos para estimular a implantação de SAFs na região como forma de assegurar a sustentabilidade dos sistemas agroflorestais, a igualdade social e a proteção ambiental”, comenta Aparecida.300-209 exam

A expectativa da equipe é que espécies de ciclo curto, como o milho e a melancia, comecem a ser colhidos até o mês de abril.

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