Reportagem completa publicada originalmente pelo Jornal da Ciência em 12/05/2026. Edição 7923
Com inscrições abertas até 30 de junho, a chamada busca profissionais do Brasil e do exterior interessados em atuar diretamente com ativos da floresta, como açaí, castanha-do-brasil, copaíba, buriti e borracha nativa, desenvolvendo aplicações nas áreas de alimentos, cosméticos e novos materiais
A história econômica da Amazônia é marcada por ciclos que moldaram profundamente a ocupação da região e sua relação com a floresta. O período mais emblemático ocorreu entre o final do século 19 e o início do século 20, com o Ciclo da Borracha, que transformou cidades como Manaus (AM) e Belém (PA) em centros de riqueza, ainda que sustentados por um modelo extrativista de baixo valor agregado.
Antes disso, a região já havia vivenciado o ciclo das chamadas “drogas do sertão”, e, mais tarde, novos vetores econômicos surgiram com a expansão da fronteira agropecuária, a mineração e a criação da Zona Franca de Manaus. Em comum, todos esses momentos carregam o mesmo desafio: como transformar a riqueza natural da Amazônia em desenvolvimento sustentável, sem repetir lógicas predatórias.
É nesse ponto que começa a ganhar força um novo paradigma, e, desta vez, ele nasce dentro da própria floresta.
Impulsionada por iniciativas como o Desafio Bioinovação Amazônia, lançado pelo IDESAM (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), a bioeconomia de base tecnológica vem conectando cientistas, especialistas em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e comunidades locais para transformar biodiversidade em soluções de alto valor agregado.
Com inscrições abertas até 30 de junho, a chamada busca profissionais do Brasil e do exterior interessados em atuar diretamente com ativos da floresta, como açaí, castanha-do-brasil, copaíba, buriti e borracha nativa, desenvolvendo aplicações nas áreas de alimentos, cosméticos e novos materiais.
As inscrições podem ser feitas aqui.
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