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Visita às áreas de restauração florestal do Instituto Socioambiental no Xingu

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Visita às áreas de restauração florestal do Instituto Socioambiental no Xingu

Por Maristela Gomes, pesquisadora do Programa Produção Rural Sustentável do Idesam

Na primeira semana de fevereiro, uma equipe do Idesam – além de mim, estava presente o pesquisador e engenheiro agrônomo Vinícius Figueiredo – esteve no Mato Grosso visitando a experiência do Instituto Socioambiental (ISA) com restauração florestal.

Esse tema vem sendo trabalhado pelo Idesam com foco no município de Apuí através de um projeto em parceria com o WWF Brasil.

O objetivo da visita foi trocar experiências sobre as técnicas e estratégias adotadas pelo ISA nos municípios de Querência e Canarana (MT) que possam ser adaptadas ao sul do Amazonas, onde o Idesam trabalha desde 2006. Abaixo elenco algumas informações que foram compartilhadas durante o evento:

O trabalho de restauração do ISA no Mato Grosso nasceu durante a Campanha Y Ikatu Xingu – Salve a Água Boa do Xingu (saiba mais aqui). A campanha foi resultado de uma preocupação das lideranças do Parque indígena do Xingu com a ocupação e o desmatamento no seu entorno e consequente assoreamento dos rios afluentes do Xingu, que cortam o parque.

Em 2004, parceiros de diversos setores da região: povos indígenas, agropecuaristas, agricultores familiares, pesquisadores e organizações da sociedade civil, se uniram para atuar na recuperação e proteção das nascentes e cabeceiras do rio Xingu. Desde então, o ISA vem desenvolvendo com assentados e produtores de soja da região técnicas de restauração de APPs (Áreas de Proteção Permanente) que se adequem a cada perfil.

Durante a visita, tivemos a oportunidade de acompanhar a equipe do ISA em áreas de diferentes perfis de produtores e com a restauração em variadas fases de evolução. O processo de implantação teve em comum a semeadura direta de muvuca de sementes.

Passamos por áreas recém-implantadas e áreas com cerca de 10 anos de idade. A técnica do plantio direto de floresta consiste no controle do capim seguido da semeadura direta de uma mistura de sementes – que inclui não só espécies nativas de diferentes estratos da floresta, como também espécies de adubação verde e anuais.

Aos visitantes, foi possível observar na prática o processo de restauração florestal com plantio direto em linhas, semeadura a “lanço manual” ou mecanizada; e ainda, analisar alguns aspectos fundamentais para o sucesso da restauração, como a escolha das espécies, tipo de preparo do solo, controle de gramíneas, entre outros.

A visita gerou importantes subsídios sobre as vantagens e desvantagens das técnicas e estratégias adotadas pelo ISA, para sua possível replicação em Apuí.

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