Conheça a Comunidade Nova Jerusalém do Amaro

por Ramom Morato, engenheiro agrônomo do Programa Carbono Neutro – IDESAM


Essa comunidade é conhecida por cultivar maracujá, cupuaçu, produção de farinha e outras atividades agrícolas. Seguindo uma linha intensiva, procurou-se nesse novo projeto de SAF um sistema de bom uso da terra, iniciado com o cultivo de agrícolas, como o milho e a mandioca visando a alimentação humana e animal, até o estabelecimento de espécies frutíferas, de extração de óleos nobres e espécies madeireiras.


Na recuperação da paisagem optou-se por espécies nobres como a andiroba e o cumaruzeiro, além de castanheiras, pupunheiras, açaí, o abiu entre outras. Além destas espécies também foram introduzidos mamão, banana, muito cupuaçu e espécies adubadoras e recuperadoras do solo como o ingazeiro e adubos verdes. Ainda há espaço para o abacaxi e mais algumas espécies arbóreas, segundo o interesse dos comunitários e a ordem sucessional natural de um SAF.

O não uso do fogo no preparo da área extrapola a preocupação com as mudanças climáticas, e visa, no que se refere à recuperação de uma área com alto grau de degradação, o primeiro passo em busca da fertilidade e sanidade do sistema. O preparo da área sem queima busca também o estabelecimento de um novo paradigma aos agricultores tradicionais da RDS do Uatumã , no que se refere à relação com o ambiente e as formas tradicionais de cultivo agrícola e na qualidade dos cultivos de interesse, em presença dos bons atributos físico-químicos da matéria orgânica.

Leia o texto de introdução a este post: Os Sistemas Agroflorestais e a experiência da RDS do Uatumã.