Idesam e parceiros realizam I Feira de Troca na TI Andirá-Marau

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Colaborou Marina Yasbek

No último dia 11 de junho, diversas organizações parceiras no projeto Warana Agroecologia realizaram a primeira edição da “Feira de Trocas de Sementes, Sabores e Saberes da TI Andirá-Marau”. Além das famílias e lideranças indígenas, compareceram ao evento pesquisadores, professores, técnicos extensionistas, organizações parceiras e agentes do governo.

De acordo com a pesquisadora do Idesam e uma das coordenadoras do evento, Marina Yasbek, o objetivo maior é fortalecer a rede natural de troca sementes e conhecimentos tradicionais interligados com a agricultura indígena. “Foi também uma oportunidade para os presentes dialogarem possibilidades de ações na TI [Terra Indígena], segundo as demandas expostas pelas lideranças indígenas durante a Assembleia”, afirma.

A feira foi aberta com um café da manhã composto por Urupé (cogumelo), Sahai (formiga salgada), Tapuru (larva de coqueiro); Tarubá (bebida fermentada a base de mandioca); Maniçoba (pasta de folha da mandioca cozida); carnes de veado e macaco assadas, entre outros elementos e ingredientes tradicionais da cultura indígena.

>> Confira o álbum de fotos da feira de trocas

Em seguida, pesquisadores da Embrapa, INPA e servidores da Funai e organizações indígenas participaram de um debate sobre a soberania alimentar em terras indígenas, expondo o histórico das feiras de sementes indígenas no país, enquanto movimento político e social.

A feira ainda contou com apresentações culturais, exposição de produtos, doação de mudas – da batata Ariá, cacau nativo e espécies madeireiras, fornecidas por CEPLAC e CEPEAM, respectivamente –, e doação de sementes de hortaliças tradicionais e de espécies agrícolas em geral, trazidas por pesquisadores do INPA.

“Os Sateré são um exemplo de força sobre como um povo pode se articular para a afirmação do saber coletivo para manutenção do conhecimento tradicional “, defende Marina.

Projeto Warana

Patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobrás Ambiental, o projeto aposta em ações de educação ambiental para promover o fortalecimento da saúde e soberania alimentar dos Sateré. São realizadores do projeto: Consórcio dos Produtores Sateré-Mawé (CPSM), Secretaria da Produção Rural (Sepror), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), Centro Nacional de Sementes do Amazonas (CNSAM) e Associação dos Amigos do INPA (Assai).

Ao todo, a iniciativa somou 21 oficinas sobre compostagem caseira, cultivo de hortaliças com sementes crioulas e alimentos e plantas tradicionais junto às escolas, em paralelo aos mutirões para implantação de nove sistemas agroflorestais. Esse conjunto de atividades, realizadas ao longo de dois dias em cada comunidade, foi chamado de ‘Puxirum Agroecológico’.

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