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Projeto otimiza criação do pirarucu em cativeiro

Projeto otimiza criação do pirarucu em cativeiro

Iniciativa do Idesam, via PPBio, também diminui impacto ambiental, além de fortalecer a cadeia produtiva da espécie

 

Por Lennon Costa

 

Gigante de águas doces da Amazônia, o pirarucu ainda carece de melhorias em diversos pontos para a criação em cativeiro. Com foco nisso, nasceu o projeto Aquicultura de precisão na recria e engorda do pirarucu em tanques circulares elevados de ferro e cimento, como ferramenta para a criação de um negócio de impacto com reutilização da água, iniciativa via Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), que é coordenada pelo Idesam.

Em execução desde o último dia 14, o projeto consiste em desenvolver um pacote tecnológico para a produção intensiva de pirarucus em sistema de recirculação de água, por meio da aquicultura de precisão, com o uso de potencializadores de crescimento e de melhoria da qualidade da água de produção. O propósito é a redução dos custos de produção com a espécie com reaproveitamento dos efluentes.

De forma mais resumida, como afirma Karol Barbosa, analista de projetos do PPBio/Idesam, a iniciativa pretende formatar um modelo de negócios que será difundido para toda a região amazônica, aumentando, dessa forma, a produção de peixes de qualidade e a geração de renda para os produtores”, explica.

Consultor do projeto, Esner Magalhães, doutor em Ciências Pesqueiras nos Trópicos e docente do curso de Ciências Pesqueiras da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), destaca o cenário favorável a produtores e até mesmo à própria existência da espécie. “Serão geradas novas oportunidades para pequenos produtores aumentando as perspectivas para a prática da piscicultura convencional de mínimo impacto e viabilidade econômica”, explica.

 

“Além disso, o projeto irá reorganizar a rastreabilidade dos lotes de pirarucus utilizados neste tipo de unidade de produção. A importância disso é que, por se tratar do pirarucu, animal presente na lista da Cites (Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção) como espécie ameaçada de extinção, uma das exigências é manter conhecimento, desde a origem dos alevinos ao produto final, indicando numeração dos pais, e, com isso, tornar a cadeia mais segura do ponto de vista sanitário e ambiental, abrindo novos mercados no exterior.”

Esner Magalhães, doutor em Ciências Pesqueiras no Trópicos e docente do curso do Ciências Pesqueiras pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

 

Além do Idesam, via PPBio, sob a consultoria do especialista Esner Magalhães, o projeto ainda envolve as empresas Denso e Amazonfish. “O Idesam tem o papel de executor do projeto. Já a AmazonFish, empresa com 20 anos de experiência na criação de peixes em viveiro, oferece a estrutura necessária para o desenvolvimento do projeto em tanques de cimento. A Denso, indústria instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) é a investidora do projeto, a partir de recursos de Pesquisa e Desenvolvimento”, finaliza Karol.

 

Programa Prioritário

Desde 2018 o Idesam atua na coordenação do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio),  facilitando que empresas do Pólo Industrial de Manaus invistam em iniciativas de inovação em bioeconomia que obedeçam aos requisitos do Comitê das atividades de Pesquisa e  Desenvolvimento na Amazônia (Capda). Cabe ao Idesam triangular o interesse das empresas investidoras, as propostas de bioeconomia apresentadas pelo ecossistema de inovação das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) habilitadas na Suframa/Capda, e o enquadramento na regulamentação das normativas que ordenam os investimentos e a implementação dos projetos.

Neste arranjo, o PPBio busca por soluções para a exploração econômica sustentável da biodiversidade, a partir do fomento à ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento da Amazônia. Para as empresas de Informática do Polo Industrial de Manaus (PIM), é uma alternativa descomplicada de investimento da contrapartida dos incentivos fiscais para o desenvolvimento regional, sem risco de glosa ou multas por aplicação indevida de recursos. Para saber mais, acesse bioeconomia.org.br.

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