Práticas agroecológicas conciliam produção com a preservação ambiental

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Por Priscila Rabassa

Nos dias 2 e 3 de outubro, o Idesam e o Instituto de Certificação Agrícola e Florestal – Imaflora, com apoio do Fundo Vale, promoveram o 2º Encontro Café Agroflorestal de Apuí.

Realizado na Câmara de Vereadores, o evento reuniu especialistas das principais instituições de pesquisa do Brasil para discutir, com pequenos produtores rurais, a conjuntura da cafeicultura do município. A ação faz parte das atividades do Projeto Café, realizado pelo Idesam desde 2012 no município.

A programação do primeiro dia contou com palestras dos pesquisadores Marcelo Espíndula e Samuel Fernandes, da Embrapa Rondônia, Luiz Augusto de Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas (Inpa) e Gabriel Carrero e Vinícius Figueiredo, do Idesam.

Assuntos como a produção de café em sistemas agroflorestais, técnicas de manejo, o uso de leguminosas em sistemas agroflorestais e as características da produção do café clonal BRS Ouro Preto foram temas das apresentações.

Para Espíndula, o café clonal que foi trazido para o município está se desenvolvendo de forma adequada e possui potencial para fazer a diferença na região.

“Estamos muito satisfeitos com o que vimos em Apuí, e o que mais nos chamou a atenção foi o interesse que o agricultor tem em aprender as práticas de poda, as técnicas na formação da lavoura e na revitalização do café dentro da lógica de agroecologia, que é o que o Idesam vem trabalhando com o grupo”, explica.

No segundo dia do encontro, os participantes realizaram  visitas de campo nas Unidades Demonstrativas de café, localizadas no Viveiro Santa Luzia e na área de Sistema Agroflorestal, implantada este ano pelo Idesam. Também foram realizadas oficinas de compostagem com a participação do técnico florestal Marcelo Jacaúna, do Idesam, e prática de poda de formação, com Espíndula.

Para o engenheiro agrônomo Vinícius Figueiredo, pesquisador do Idesam, o evento foi importante para apresentar os resultados que o projeto obteve nos dois anos de atuação local trabalhando a produção agroecológica, assim como para criar um espaço de convivência e troca de conhecimento entre os agricultores e pesquisadores da área.

“Hoje, temos 28 agricultores familiares participando do projeto e desenvolvendo técnicas sustentáveis para a produção de um café de qualidade e certificado,  um dos objetivos agora é aumentar a produtividade e ganhar mercado, fortalecendo o grupo que aqui atua”, afirma.

Figueiredo destaca ainda a importância do projeto para controlar o desmatamento na região. “Sabemos que existe a necessidade de criar ações efetivas de conservação e preservação no município, mas os agricultores que fazem parte do grupo já aplicam na prática a produção agroecológica, e tudo aponta que estamos no caminho certo para a sustentabilidade e respeito ao homem e ao meio ambiente”.

Melhor Café – Para encerrar o evento, o Idesam realizou ainda a premiação do Concurso de Melhor Café que, pelo segundo ano consecutivo, teve como vencedor o agricultor João Nilton Julião. Em segundo lugar ficou Edson Caetano de Oliveira e na terceira colocação, o produtor Gilberto Julião.

O Concurso de Melhor Café tem como objetivo premiar os produtores que desenvolvem as técnicas agroecológicas orientadas pelos técnicos do Idesam e da Embrapa/RO, baseadas no sistema de produção sustentável.

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