PPBio: um ano de investimentos em soluções inovadoras

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PPBio: um ano de investimentos em soluções inovadoras

[:pt]Desde a sua criação em março de 2019, 10 aportes que representam R$ 9,3 milhões em apoio foram concretizados

 

Por Henrique Saunier
Foto: Divulgação/Valentina Ricardo

 

O primeiro ano do Idesam a frente do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) já trouxe muitos avanços e resultados positivos no apoio a projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) na Amazônia. Mesmo com alguns obstáculos, o programa tem sido estruturado para atender a sua missão de conectar as duas maiores potencialidades da região: o Polo Industrial de Manaus (PIM) e a biodiversidade amazônica.

Desde a sua criação em março de 2019, 10 aportes que representam R$ 9,3 milhões em apoio foram concretizados, graças a empresas do PIM que acreditaram na iniciativa, que oferece formas ágeis e inovadoras para a aproximação da indústria com a biotecnologia da Amazônia. Esses resultados também são frutos de um intenso trabalho do Idesam de aproximação e simplificação do tema para as indústrias sobre investimentos em bioeconomia.

Em suas fases iniciais do PPBio (antes da pandemia do novo coronavírus), a equipe do programa contabilizou mais de 20 visitas a empresas, participações em 07 eventos, viagens para apresentar o programa em outros Estados da Amazônia Ocidental, além de uma Conexão de Negócios de Bioeconomia com a participação de 20 proponentes de projetos e cinco potenciais investidores.

Outro grande feito do programa em seu primeiro ano foi a criação do Banco de Projetos em Bioeconomia, o que agregou mais de 70 propostas interessadas em conseguir recursos para avançar com suas pesquisas. As propostas estão não só alinhadas com as necessidades dos processos produtivos das indústrias como também escutam as demandas da sociedade, incluindo soluções para o combate a COVID-19.

“São indicados projetos com elevada característica social e ambiental, com indicadores de mensuração do impacto positivo. Todos esses tipos de relacionamento entre empresas do PIM e PD&I caracterizam-se por ser uma forma descomplicada em investimento de PD&I na região”, afirma Karol Barbosa, analista do Programa Prioritário de Bioeconomia. 

A maioria das propostas inscritas no PPBio está voltada para processos produtivos e serviços relacionados aos diversos setores da bioeconomia, incluindo ainda iniciativas de prospecção de princípios ativos e novos materiais a partir da biodiversidade amazônica. Negócios de impacto social e ambiental, biologia sintética, nanobiotecnologia e bioinformática são outros segmentos que compõem o escopo dos projetos apresentados.

Investimento na prática e próximos passos

A pandemia do novo coronavírus pode ter trazido incertezas e atrasado o desenvolvimento de projetos no setor público e privado, mas também instigou a necessidade de mobilização do setor de inovação para encontrar soluções efetivas de combate e mudanças na legislação para facilitar o acesso a esses recursos.

Mesmo com alguns percalços, o PPBio conseguiu apoiar projetos relevantes de empresas amazônicas, como é o caso da Biozer, que captou recursos para  desenvolver uma linha de cosméticos que usa o açaí e a copaíba como matéria-prima, beneficiando comunidades instaladas do interior do Amazonas.

“Com a diversificação dos investimentos oriundos do programa prioritário, há um ecossistema favorável para o desenvolvimento de produtos e processos nesse segmento. Além disso, o desenvolvimento de novas alternativas econômicas na região é essencial, devido a essa inconstância e ataques ao modelo Zona Franca”, destaca Danniel Pinheiro, da Biozer. 

Desde março de 2020, o PPBio viabiliza o processo de escolha das iniciativas pelas empresas apoiadoras e fechamento de parcerias para início da execução dos projetos. Entre os projetos com grande potencial para investimentos estão soluções para doenças como a diabetes, projetos voltados ao manejo de pescado, tecnologias de inclusão social para agricultura familiar, gestão florestal, cosméticos e novas tecnologias para o combate a queimadas. Todos os projetos atendem a regulação de PD&I do CAPDA/Suframa.

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