Replantio compensatório de áreas desmatadas com licença ainda não saiu do papel

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Por Carolina Silva,
A Crítica

Prestes a completar um ano que foi publicado o decreto regulamentando a lei estadual de reposição florestal, o plantio de árvores para recuperar áreas desmatadas no Estado ainda não saiu do papel.

Foto: Evandro Seixas (A Crítica)

O replantio deve ser realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) utilizando os recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMA), vinculados à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).

O diretor-presidente do Idam, Edimar Vizolli, afirma que somente no final do ano será feito um planejamento para executar o plantio de reposição florestal a ser cumprido pelo órgão como determina o decreto estadual.

“Teremos um levantamento do que foi arrecadado para podermos fazer o desmembramento dos recursos e fazer o planejamento da destinação dos recursos para a reposição florestal”, justificou.

Na avaliação do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), a estratégia utilizada pelo Amazonas, onde o recurso do fundo é repassado somente ao Idam, é um dos entraves para agilizar a reposição florestal, que a compensação do volume de matéria-prima extraída de vegetação natural para a geração de estoque ou recuperação da cobertura florestal.

A avaliação consta numa publicação do Idesam, baseada no estudo feito pela entidade logo após a aprovação da Lei Estadual no. 3.789 (que regulamentou a reposição florestal), em 27 de julho do ano passado.

“Quando se faz um desmatamento com a devida licença, paga-se para que seja reposto um volume proporcional ao que foi retirado da floresta. Significa que você tem que incentivar uma cadeia produtiva de silvicultura (atividade ligada ao cultivo de árvores). Quando colocou na lei que só o Idam pode fazer isso, criou-se um entrave que causa a lentidão no repasse de recursos e na realização do plantio”, explica pesquisador Carlos Gabriel Koury, secretário-executivo do Idesam.

De acordo com o instituto, em outros Estados o recurso do FEMA é repassado a associações de reposição ou o próprio consumidor repassa o recurso diretamente às associações que se responsabilizam pela produção de mudas e repassam aos produtores rurais.

Reportagem completa: http://acritica.uol.com.br/amazonia/Replantio-compensatorio-areas-desmatadas-licenca_0_1007299266.html

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