“Cidades Florestais: Madeira-Purus” atua no fortalecimento produtivo e organizacional das Unidades de Conservação

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“Cidades Florestais: Madeira-Purus” atua no fortalecimento produtivo e organizacional das Unidades de Conservação

Iniciativa visa a promoção da sustentabilidade ambiental e financeira das UCs localizadas na região

 

Por Comunicação Idesam
Foto: Arquivo Idesam

Há pouco mais de dois anos, o Idesam iniciava as ações do projeto Cidades Florestais,  que busca fomentar o desenvolvimento de comunidades amazônicas por meio do uso múltiplo e responsável da floresta. Agora em 2020, o Idesam dá o pontapé inicial no “Cidades Florestais: Madeira-Purus”, com foco na sustentabilidade financeira das Áreas Protegidas e geração de renda para pelo menos 180 famílias de comunidades das quatro Unidades de Conservação (UCs) localizadas na região do interflúvio Madeira-Purus. 

Na prática, a nova iniciativa, também apoiada pelo Fundo Amazônia/BNDES – com arranjo institucional do IPÊ e Fundação Gordon e Betty Moore – pretende implementar mecanismos de governança, de uso sustentado dos recursos naturais, além de sistemas de monitoramento/proteção e integração de todos esses elementos com desenvolvimento local e regional. Associações extrativistas e ribeirinhos moradores das áreas protegidas serão parte fundamental deste processo. 

O escopo da iniciativa será principalmente incentivar atividades econômicas que valorizem a correta utilização dos recursos naturais, com uma das principais frentes de atuação a formação de lideranças para a gestão de empreendimentos sociais. A consolidação das cadeias produtivas florestais e o monitoramento do uso da biodiversidade por meio do aplicativo “Cidades Florestais” também são previstas na linha de atuação do projeto.  

De acordo com Marcus Biazatti, coordenador técnico do projeto, as regiões escolhidas para integrarem as atividades são localidades com alta pressão de desmatamento e madeira ilegal. Além disso, as organizações sociais na região possuem baixo nível organizacional e gerencial, com processos produtivos enfraquecidos e quase inexistentes e baixo emprego de tecnologias para produção. 

“O fomento a cadeias produtivas e assistência técnica quase que inexistentes também refletem na baixa agregação de valor aos produtos, com ofertas inconsistentes. Com todo esse cenário, integrar cadeias produtivas sustentáveis nestas UCs é um dos principais objetivos do projeto”, salienta Biazatti.

Entre os principais resultados esperados para os 06 municípios do Amazonas atendidos, o projeto deve viabilizar três planos de desenvolvimento organizacional, dois Planos de Manejo Florestal Comunitário, além de incentivar a comercialização de 170 metros cúbicos de madeira serrada e duas toneladas de produtos não madeireiros. Além disso, o cenário esperado com o projeto é que as lideranças saiam dele fortalecidas para governança local, com mão de obra qualificada e mais geração de renda nas comunidades.

A Associação Agroextrativista dos Moradores da Floresta Estadual Tapauá (AAMAFET), a Associação dos Produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi (APADRIT), a Associação Comunitária São Sebastião do Igapó Açu, a Central das Associações Agroextrativistas de Democracia (CAAD), a Casa do Rio e a Cooperativa Agroextrativista da RESEX Ituxi (COPAGRI) são as instituições parceiras das ações do projeto, que também conta com apoio do Sebrae no apoio institucional e produtivo.

Sobre

O Cidades Florestais: Madeira-Purus faz parte do projeto Consolidação de Mecanismos para Redução da Vulnerabilidade Financeira das UCs no bloco Madeira-Purus, iniciado em 2020, executado pelo Idesam e contemplado pelo edital Legado Integrado da Região Amazônica (LIRA). A iniciativa conta com apoio financeiro da parceria entre o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), o Fundo Amazônia/BNDES e Fundação Gordon e Betty Moore. 

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