Produtores rurais são contemplados no “Melhor Café Apuí”

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Por Priscila Rabassa

No dia 3 de outubro, o Idesam realizou a premiação do 2º Concurso de Melhor Café de Apuí. A atividade aconteceu durante o Encontro Café Agroflorestal e reuniu agricultores, pesquisadores e representantes políticos com o objetivo de reconhecer os produtores que utilizam as melhores práticas baseadas em um sistema de produção sustentável.

>> Saiba mais sobre o 2º Encontro Café Agroflorestal

Para o concurso, foram enviadas 12 amostras que foram analisadas pelo pesquisador da Emater de Rondônia, Benedito Alves, que utilizou critérios como melhor aroma e sabor e menor número de defeitos (broca, quebrado) para selecionar os três primeiros colocados.

O vencedor, pelo segundo ano consecutivo, foi o agricultor João Nilton Julião, que há dois anos participa do Projeto Café e segue as técnicas de produção agroflorestal. “Hoje já consigo perceber o quanto o meu cafezal melhorou, o produto tem muito mais qualidade e sabor, e com isso fica mais fácil entrar no mercado e exigir um valor melhor por ele”, afirma.

Em segundo lugar ficou Edson Caetano de Oliveira e na terceira colocação, o produtor Gilberto Julião, que destaca a importância do concurso. “Acho que ele vem para celebrar os produtores que acreditaram no projeto do Idesam e incentivar outros produtores a começarem a trabalhar de uma forma mais sustentável”, comenta.

O engenheiro agrônomo Vinícius Figueiredo, do Idesam, destacou a importância da reestruturação da cadeia produtiva de Apuí, com benefícios diretos ao produtor e ao meio ambiente.

“Nosso objetivo é fortalecer o café em sistemas agroflorestais como forma de diversificar as fontes de renda dos agricultores familiares, contribuindo também para diminuir as emissões de carbono. Após dois anos de implantação do projeto, a produtividade já dobrou de 9 sacas para 20 sacas por hectare, e a qualidade aumentou consideravelmente, assim como a redução do desmatamento nas áreas onde trabalhamos”, explica.

Com a adequação das práticas de manejo agroecológicas, os danos causados por brocas diminuíram de 30% para 1,8%, e a ferrugem atacou 4,78% da produção, menor que o valor adotado para plantios convencionais, que é de 6%.

Os avanços obtidos nos cafezais representam o potencial existente no município e, para que um novo cenário favorável seja estabelecido, o Idesam vem criando novas ações no sentido de multiplicar as práticas de manejo e consolidar uma organização social para representar o café agroecológico de Apuí para outros estados.

A atividade foi realizada pelo Idesam em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Rondônia, com o apoio financeiro do Fundo Vale.

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