Reportagem completa publicada originalmente pelo Nidde Digital em 05/05/2026
(…) Em março deste ano, a Petronect cruzou o país e embarcou no coração da Amazônia, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, no Amazonas. Durante três dias de imersão, entre os dias 16 e 18, representantes do Comitê ASG da empresa buscaram sair da teoria e entender, na prática, o impacto de uma decisão corporativa que, muitas vezes, é percebida apenas em relatórios: a compensação de carbono.
A visita foi guiada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), organização que atua há mais de duas décadas na construção de soluções que conciliam conservação ambiental e desenvolvimento econômico. À frente do Programa Carbono Neutro (PCN), uma das várias iniciativas do instituto, o Idesam conecta empresas a projetos de reflorestamento baseados em Sistemas Agroflorestais (SAFs), uma técnica que combina o plantio de árvores nativas com culturas agrícolas, recuperando áreas degradadas ao mesmo tempo em que gera renda para comunidades locais.
Para a Petronect, essa parceria começou em 2023, quando a empresa passou a compensar suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) com o instituto, geradas por viagens corporativas e geração de resíduos. A compensação é feita por meio do plantio de árvores na floresta amazônica, onde cerca de mais de cinco mil metros quadrados já foram reflorestados com a participação da empresa no programa.
O número, embora relevante, não traduz sozinho o impacto da iniciativa.
Projetos como o Programa Carbono Neutro, do Idesam, é uma das oportunidades do setor privado redesenhar seu papel dentro desse ecossistema. Enquanto as organizações têm a possibilidade de equilibrar suas emissões de CO2, elas apoiam mutuamente um modelo econômico que valoriza a floresta em pé, preservando a fauna, a flora e a vida humana como um todo.
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