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Amazonas Atual: COP30 deve ser momento de definir ações contra a economia predatória

Foto: Divulgação IPAAM
Foto: Divulgação IPAAM

Reportagem publicada originalmente no Portal Amazonas Atual em 25/10/2025

MANAUS – A COP30 (30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas), que será realizada de 10 a 21 de novembro em Belém (PA), precisa ir além das negociações diplomáticas e transformar compromissos internacionais em ações concretas, afirmam especialistas ouvidos pelo ATUAL. Segundo eles, há uma grande distância entre o discurso ambiental e as práticas econômicas dos países.

“A COP30 não é um fórum de debate de políticas ambientais. Ela é um fórum internacional de tomadas de decisão sobre políticas climáticas”, afirma a pesquisadora e socioambientalista Muriel Saragoussi, 60 anos, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).

Da teoria a prática

O diretor técnico do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), André Vianna, explica que as COPs são processos contínuos, não apenas eventos pontuais. “As COPs são conferências que se constituem não apenas na data de sua realização, mas sim se caracteriza por um processo do ano e de anos anteriores. Durante o evento, este se caracteriza como um momento de avaliar o que foi realizado e tomar decisões”.

André Vianna reconhece limitações do processo, mas cita avanços. “As COPs podem não parecer tão ágeis quanto se espera, pois depende de um consenso de 196 países. Mas caracteriza um esforço de entendimento coletivo das pautas. Ao avaliarmos, me parece que hoje a pauta de mudança climática é o uso de combustíveis fósseis que está na discussão entre países e na gestão pública já demonstra um avanço. Talvez não o avanço que demandamos”.

Vianna destaca a importância de realizar a COP30 na Amazônia e trazer a bioeconomia para o centro do debate. “Considerando essa abordagem, desde o G20 observamos com atenção a pauta da bioeconomia em eventos de incidência global. A realização da COP30 no Brasil é uma oportunidade do Brasil assumir este protagonismo, com estratégia. Especialmente, a floresta amazônica e suas populações estão no centro da tomada de decisão e pela primeira vez o evento acontecerá neste território”.

Ele alerta, porém, para os riscos de desperdiçar essa oportunidade. “Há o risco de se perder esta chance, caso não aconteça a implementação para os principais gargalos das emissões dos gases do efeito estufa”, adverte.

Leia a reportagem na íntegra neste link

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