Cidades Florestais lança app que facilita a gestão de produtos florestais

app-cidades-florestais

Aplicativo foi lançado nesta terça-feira (23) e já está disponível para download

 

Por Comunicação Idesam
Foto: Henrique Saunier

 

Extrativistas e consumidores de produtos florestais acabam de ganhar um aliado tecnológico que vai trazer mais sustentabilidade e segurança para a cadeia. O aplicativo Cidades Florestais, que permite tanto a gestão da produção quanto a rastreabilidade dos produtos, deve incrementar em 20% o volume de madeira manejada, além de alçar para R$ 1 milhão o faturamento sobre a venda de manteigas e óleos nos sete municípios beneficiados pelo projeto, nos próximos dois anos.

Criado pelo Idesam, com recursos do Fundo Amazônia/BNDES, o app teve seu lançamento oficial em Manaus nesta terça-feira (23/jul), com a presença de entidades parceiras e produtores de municípios beneficiados pelo projeto de mesmo nome.

A iniciativa acompanha as tendências de consumo emergentes, que valorizam cada vez mais os produtos sustentáveis de origem comprovada. Com o aplicativo, consumidores de produtos florestais não-madeireiros, como óleos e manteigas, poderão acompanhar cada passo da cadeia, desde o local específico da coleta até a prateleira. O serviço ainda permite a adição de informações como as propriedades funcionais das espécies vegetais.

Essa estratégia de posicionamento e diferenciação no mercado, com a identificação precisa de origem e outras informações importantes, é inspirada no exemplo de mercados consagrados. Para poder ter acesso às informações, o consumidor poderá ler por meio de seu aparelho smartphone o QR code impresso no rótulo dos produtos comercializados através da Vitrine Virtual, a loja virtual de produtos florestais criada pelo Idesam para promover a economia florestal no Amazonas.

André Vianna, gerente do projeto, diz que a prioridade neste primeiro momento é fortalecer a cadeia de produtos florestais apoiadas pelo Idesam no projeto Cidades Florestais, que tem financiamento do Fundo Amazônia. Mas, no longo prazo, a ideia é que qualquer comprador destes produtos possa utilizar o sistema de rastreabilidade proporcionado pelo aplicativo.

Dione Torquato, coordenador para o Amazonas do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), afirma que o aplicativo pode ajudar na melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem do extrativismo no interior, principalmente em relação ao desafio da visibilidade de questões geopolíticas do Estado. “Quem são, onde estão essas populações, o quanto e quais tipos de produto elas produzem ainda é um desafio, que uma iniciativa como essa pode ser crucial para darmos visibilidade a esses dados. Temos uma dificuldade imensa em coletar dados. É preciso termos ferramentas acessíveis que, principalmente, as comunidades possam utilizar”, destaca Torquato.

Torquato acrescenta que o aplicativo traz mais possibilidades de acesso desses produtos a mercados globais. “Quando o mercado europeu acessa algum produto da sociobiodiversidade, é preciso uma garantia mínima de quem está produzindo, se não está havendo violação ou conflito no território. Iniciativas que contemplam pelo menos um desses aspectos são extremamente importantes”, completa.

Participaram ainda do evento de lançamento representantes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Ifam (Instituto Federal do Amazonas), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas), Sepror (Secretaria de Estado de Produção Rural), FVA (Fundação Vitória Amazônica), WWF, Greenpeace e Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas).

Projeções até 2021

O aplicativo Cidades Florestais é gratuito já está disponível na loja de aplicativos para Android. O Idesam projeta que, até 2021, cerca de 1,3 mil pessoas estarão utilizando a ferramenta. Com a ferramenta de gestão, a expectativa é de aumento de 20% no volume de madeira manejada nos sete municípios abrangidos pelo projeto Cidades Florestais e que a venda de manteigas e óleos atinja a marca de R$ 1 milhão.

Iniciado em 2018, o projeto Cidades Florestais tem como propósito promover a economia florestal de municípios do interior do Amazonas. Esta promoção se dá por meio do fomento a cadeias produtivas florestais, madeireiras e de óleos vegetais, de comunidades e famílias dos municípios: Apuí, Carauari, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Silves, Lábrea e Boa Vista do Ramos.

As ações do projeto são desenvolvidas pelo Idesam, com apoio do Fundo Amazônia /BNDES, sendo que, atualmente, 12 organizações sociais participam das ações, que incluem: a implantação de plataforma digital e aplicativo de apoio à gestão da produção comunitária; elaboração de Planos de Manejo Florestal e assistência técnica, até a comercialização da produção; implementação de novos equipamentos e maquinários para a atividade florestal; além da instalação da Rede de Óleos da Amazônia, com a construção de duas novas mini usinas de extração de óleos vegetais e apoio estrutural e gerencial a outras três usinas já existentes.

 

Posts relacionados

Deixe um comentário