(Português do Brasil) Idesam ajuda comunidades de Apuí a valorizar em 74% o preço da Copaíba

18052019-IMG_8440

Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.

Projeto foi selecionado por meio do Edital Floresta em Pé e financiado pelo Fundo Amazônia

 

Texto e foto por Henrique Saunier 

 

Por muitos anos, as famílias das comunidades que compõem o Projeto de Assentamento Agroextrativista Aripuanã-Guariba, na região de Apuí-AM, lutam para valorizar o cada vez mais árduo trabalho de extração do óleo de Copaíba. Com apoio do edital Floresta em Pé e recursos do Fundo Amazônia, O Idesam tem trabalhado junto a essas comunidades na organização da cadeia de produção do óleo até a sua comercialização, garantindo um preço mais justo e aumento de quase 50% na renda das famílias associadas.

Bastante utilizado nas indústrias farmacêutica e de cosméticos, o líquido já chegou a ser vendido pelos produtores a R$ 1,50 o litro, principalmente por conta de atravessadores locais. Graças ao trabalho de organização da associação, treinamento em boas práticas extrativistas e apoio logístico, o Idesam registrou uma melhoria do preço em 74% para os extrativistas, além de superar em 169% a meta de produção. Ao todo, mais de 3 toneladas de óleo de Copaíba foram extraídas com apoio do Instituto.

Raylton Pereira, um dos técnicos do escritório do Idesam em Apuí-AM, ressaltou que o projeto conseguiu trazer benefícios importantes aos comunitários, além de expandir os conhecimentos dos produtores com relação a preços, cálculos de perdas, planos de gestão e técnicas para atender mercados externos. “Nossas novas metas são aumentar a diversidade de produtos florestais não madeireiros, capitalizar recursos para aquisição de matéria-prima e utilizar o App do Cidades Florestais”, adiantou Pereira.

Com o projeto, financiado pelo Fundo Amazônia, são beneficiadas 11 famílias em 5 comunidades pertencentes ao PAE Aripuanã Guariba: Vila Batista; Pro Jó 1; Pro Jó 2; Aruanã e Bela Vista do Guariba. Essas comunidades estão distantes da sede do município, não possuem escola, posto de saúde e estrutura comunitária. Essa realidade, somada aos desafios relacionados à copaíba, torna a atividade cada vez mais rara entre jovens, algo que o projeto também busca incentivar.

Esse é também um desafio do atual presidente da Associação Agroextrativista Aripuanã Guariba (Asaga), Rosivaldo Góes, que depois de aprender o ofício com seu pai, também copaibeiro, há cerca de dez anos dá continuidade à tradição. Ele é um dos personagens centrais do vídeo “Copaíba: O óleo que ajuda a manter a floresta em pé”, lançado esta semana pelo Idesam.

“A gente melhorou as técnicas, mas elas continuam as mesmas de anos atrás. Meu pai ia me dizendo como era para fazer, a tampar a árvore depois, então cada vez melhoramos mais a atividade. O que mudou muito foi a dificuldade, pois foi ficando cada vez mais longe para encontrar áreas com Copaíba”, explica Góes sobre um dos efeitos de mais de 40 anos de extração desenfreada.

O material audiovisual, já disponível em todas as mídias sociais do Idesam, acompanha parte do trabalho realizado pelo instituto com as comunidades nesse período, o que incluiu ainda estudos de precificação da Copaíba, acompanhamento técnico aos produtores, oficinas de plano de negócio e finanças, além de encaminhar amostras para serem examinados em laboratório.

Related Posts

Leave a comment