Estratégias para negócios de impacto marcam 2° workshop do Programa de Aceleração da PPA

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Texto e foto: Henrique Saunier

 

As estratégias de posicionamento no mercado e melhor entendimento do seu público consumidor foram os pilares apresentados para os 15 empreendimentos que buscam estruturar seus negócios de impacto socioambiental, no primeiro dos três dias de muito aprendizado promovido pelo 2° Workshop do Programa de Aceleração da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA). Realizado em Belém (PA), o encontro segue até esta sexta-feira (26), com conceitos teóricos e exercícios práticos sobre marketing, comunicação e formulação de preços voltados a empresas com iniciativas sustentáveis.

Em parceria com a Flowmakers, os dois primeiros dias contam com oficinas que vão ajudar os empreendedores a encontrar respostas para questões desafiadoras como a interação com os clientes certos, a personalidade da marca e as diferentes alternativas de canais de comunicação com esse público. Para Rafael Ucha, fundador da Flowmakers, esses são conhecimentos essenciais para qualquer empreendedor para que eles possam levar seus produtos e serviços ao mercado.

“Quando a gente fala de produtos e serviços de impacto, a gente fala também de coisas inovadoras. Os consumidores dessas coisas inovadoras têm pensamentos e comportamentos diferentes. Então é importante mapear para entender quem são essas pessoas e como elas são diferentes da grande massa”, observa Ucha.

Uma das empresas aceleradas pela PPA, a Encauchados da Amazônia, já reconhece os frutos do acompanhamento feito pelo programa, fundamental para a reestruturação do empreendimento, que busca resgatar a identidade da “seringueira” na Amazônia, com geração de renda e autonomia aos produtores familiares, além de evitar o desmatamento.

“Adquirimos novos maquinários e ampliamos a capacidade produtiva da fábrica de sandálias. Hoje estamos com uma equipe mais completa, contratamos gerente de fábrica, o que possibilitou também o aumento de produção de 1,2 mil pares, por mês, para 2 mil pares. O workshop nos dá acesso a conhecimentos específicos, que muitas vezes não temos, pois nos focamos muito na parte básica dos negócios. Não adianta ter muita expertise na produção, mas não no mercado”, destacou Francisco Samonek, fundador da Encauchados.

Mariano Cenamo, do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e coordenador da PPA, analisa que os empreendedores assistidos pelo Programa de Aceleração já avançaram bastante na construção dos seus modelos apresentação de seus negócios e mensuração do impacto socioambiental. Cenamo acredita que os workshops promovidos iniciam uma nova etapa na vida dessas empresas, que agora dispõem de mais ferramentas para por em prática suas estratégias para chegar até consumidor final.

Desde 2015, é justamente essa ponte que a Tipiti tenta construir entre o pequeno produtor e aqueles que buscam produtos paraenses sustentáveis. Uma das fundadoras da empresa, Glinis da Rocha, já havia participado de outros três programas de aceleração anteriormente, todos administrados por instituições estrangeiras. “A PPA lançar esse olhar para dentro da Amazônia é algo muito importante. Os indicadores e as provocações que surgiram desse programa de aceleração, além das conexões e oportunidades são todos pontos positivos que impactaram a história da nossa empresa”, afirma Rocha.

O worskshop terá ainda dia dedicado à comunicação empresarial, com apresentações de parceiros da PPA no programa de aceleração, O2 Filmes e Uni Amazônia, que trarão novas ferramentas de comunicação para as empresas, além de ajudar os empreendedores a como contar a história de seus negócios.

Sobre a PPA

A Plataforma de Parceiros pela Amazônia (PPA) nasceu com o objetivo de liderar a construção de soluções inovadoras para o desenvolvimento sustentável na Amazônia junto a empresas e o setor privado, priorizando investimentos em negócios de impacto socioambiental. Na prática, a PPA atua na incubação e aceleração de empreendedores, na realização de estudos estratégicos para ampliação de investimentos e por meio da parceria entre empresas, comunidades e governos.

Atualmente, a coordenação executiva da PPA é exercida pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM), a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), a Equipe de Conservação da Amazônia (ECAM) e o Instituto Peabiru.

 

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