Idesam discute intercambio de experiências entre América do Sul e África

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No dia 2 de dezembro de 2011 (sexta-feira), o Idesam apresentou, no Amazon Evening – evento organizado pela FAS e pelo CIFOR em Durban, África do Sul – suas lições aprendidas sobre intercâmbios para implementação de atividades de REDD+. O evento contou com a participação de cerca de 200 pessoas, entre cientistas, negociadores e pesquisadores em conservação de florestas e finanças para projetos de REDD, O evento contou com palestrantes de alto nível, incluindo o chefe da delegação brasileira na COP-17, André Correia do Lago, o diretor do secretariado do programa UN-REDD, Yemi Katerere, e o Diretor do Departamento de Financiamento de Carbono no Banco Mundial. Todos foram unânimes em afirmar que a cooperação só tem lados positivos.

O Brasil foi citado como um dos países mais avançados em termos de preparação (do inglês “readiness”) para REDD+. Existem iniciativas ocorrendo em diversos níveis no país, desde projetos em validação nos padrões do mercado voluntário CCB e VCS, até regulamentações de leis em nível estadual e nacional. O Projeto de REDD+ dos Suruí, em Rondônia, é uma referência nesse quesito”, destacou Mariano Cenamo, secretário executivo adjunto do IDESAM.

Outro exemplo que o Brasil pode dar aos países com quem for cooperar é sobre como os diferentes programas de REDD podem trocar suas experiências. Mary Menton, que pesquisa REDD atualmente no Peru, citou o recém criado “Observatório do REDD” como uma excelente ferramenta para compartilhar etapas e resultados dos programas.

“O Projeto Juma, primeiro programa de REDD reconhecido como “gold level” pelo CCB Standard, já está no Observatório do REDD. Esperamos receber muitas contribuições e também que nossas ações sirvam como exemplo para outros programas na América Latina e África”, conta Virgílio Viana, superintendente da FAS.

O que a África pode ensinar aos demais países também foi uma questão central. Muitos dos que a responderam diretamente garantiram que a África tem muito a ensinar aos países da América Latina, assim como a outros países em condições semelhantes. Louis Verchot, que pesquisa na Indonésia, por exemplo, garantiu que na última pesquisa comparativa que o CIFOR – sua organização – realizou, “foi detectado que a África está evoluindo mais do que o Brasil em termos de capacitação das populações das florestas.” Ele completa: “ este é apenas um dos temas sobre os quais a cooperação pode se dar daqui para fora”.

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