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Solução para a crise climática passa pelas agroflorestas

Solução para a crise climática passa pelas agroflorestas

Relatório divulgado em abril pelo IPCC destaca a importância de agroflorestas para a regulação do clima.

 

Por Assessoria
Fotos: Arquivo Idesam

 

No início de abril, o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) divulgou o terceiro e último volume de seu Sexto Relatório de Avaliação (AR6). O documento traz informações científicas sobre adaptação, impactos e vulnerabilidades relacionadas aos efeitos da emergência climática. Para termos uma ideia da gravidade da situação, o documento foi definido, pelo próprio secretário-geral da ONU, em seu pronunciamento, como um ‘uma longa enumeração de promessas climáticas não cumpridas’.

 

“Ondas de calor sem precedentes. Tempestades aterrorizantes. Falta de água generalizada. A extinção de um milhão de espécies de plantas e animais. Isso não é ficção ou exagero. É o que a ciência nos diz que resultará de nossas atuais políticas energéticas.”

–António Guterres, Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas

 

E não são apenas plantas e animais que devem sofrer. De acordo com o estudo, mais de 40% da população mundial é “altamente vulnerável” ao estado do clima. São essas populações que sofrerão, de forma mais impactante, os efeitos dessa crise.

Se o aumento em temperaturas for mantido abaixo de 1,5º Celsius acima dos níveis da era pré-industrial, as perdas projetadas atualmente podem ser reduzidas. Para isso, é preciso ação. O relatório aponta a necessidade de cortar as emissões globais em 45% nesta década. Infelizmente, as atuais promessas climáticas significariam um aumento de 14% nas emissões. É preciso fazer mais.

Um ponto relevante do relatório é a menção a ações prioritárias para a América do Sul, ressaltando a importância de investimento na produção agroflorestal como uma forma de tornar o Brasil e a Amazônia mais adaptáveis e resilientes aos efeitos da crise climática.

Nesse quesito, o Programa Carbono Neutro tem atuado de forma consistente, recuperando áreas degradadas e improdutivas na Amazônia por meio da implementação de agroflorestas, sistemas importantes para o equilíbrio do clima e mitigação dos impactos da crise climática. São ações pequenas em relação aos desafios atuais, mas com grande potencial para crescer e gerar cada vez mais impacto positivo frente ao aumento das emissões.

Mas, enquanto catalisador dessa mudança, o PCN depende de outros dois fatores fundamentais. Um deles é formado por um grupo de produtores rurais e ribeirinhos que atuam como parceiros do programa e se propuseram a ser verdadeiros ‘guardiões’ das agroflorestas implantadas pelo projeto.

 

Precisamos de parcerias que queiram investir em mecanismos de mitigação, possibilitando a esperança em um futuro mais sustentável, não só para as famílias beneficiadas, mas para toda a sociedade.

–Victoria Bastos, coordenadora de Mudanças Climáticas do Idesam

 

Cabe a todos nós fazer, diariamente, esse exercício de entender o impacto que geramos e buscar formas de reduzi-lo e compensá-lo.

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