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EcoAmazônia 2026 destaca experiência de 15 anos do Idesam com mercado de carbono na Amazônia

Lideranças do Idesam apresentaram experiências em REDD+, compensação de emissões e desenvolvimento sustentável durante painel da 2ª edição da EcoAmazônia

O Idesam apresentou sua experiência de mais de 15 anos na implementação de soluções climáticas para a Amazônia durante a EcoAmazônia 2026, um dos principais eventos da Semana do Meio Ambiente. No painel realizado em 5 de junho: “O carbono e as oportunidades para as comunidades locais: PCN, uma experiência de 15 anos”, representantes da instituição compartilharam resultados, desafios e perspectivas do mercado de carbono como instrumento para a conservação da floresta e a geração de benefícios para comunidades amazônicas.

Promovida pela Sema Amazonas, a segunda edição da EcoAmazônia integrou a programação da Semana do Meio Ambiente e reuniu instituições públicas, empresas, organizações da sociedade civil e especialistas para debater temas relacionados à bioeconomia, mudanças climáticas, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável na Amazônia. O debate ocorre em um momento de crescente atenção ao mercado de carbono no Brasil, impulsionado pela regulamentação do setor e pelo fortalecimento da agenda climática nacional nos últimos anos.

Mediado pelo diretor técnico do Idesam, André Viana, o painel abordou o papel dos mecanismos de carbono na conservação da floresta e na geração de oportunidades socioambientais para populações amazônicas. O encontro reuniu o líder da Iniciativa de Serviços Ambientais do Idesam, Stoney Nascimento, e a coordenadora do Programa Carbono Neutro (PCN), Kate Guimarães, que compartilharam experiências construídas ao longo de mais de uma década de atuação na região.

Durante o painel, Stoney Nascimento apresentou um panorama sobre os mecanismos de carbono e seu potencial para gerar benefícios às comunidades tradicionais e populações que vivem em áreas naturais protegidas da Amazônia. Entre os temas abordados esteve o REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), mecanismo que cria incentivos financeiros para iniciativas voltadas à conservação e manutenção das florestas e permite direcionar recursos da agenda climática para territórios que reduzem o desmatamento, protegem a biodiversidade e desenvolvem atividades sustentáveis capazes de gerar benefícios sociais, ambientais e econômicos para as comunidades locais.

O líder destacou a importância de garantir que os recursos provenientes da agenda climática cheguem efetivamente aos territórios, contribuindo para fortalecer atividades produtivas sustentáveis, conservar a floresta e melhorar a qualidade de vida das famílias locais.

“Esse cenário que está sendo desenhado, com a regulamentação do mercado de carbono e os avanços das políticas públicas, caminha para que cada vez mais as comunidades tenham acesso à informação e possam buscar recursos voltados à conservação e ao desenvolvimento sustentável dos seus territórios. As oportunidades existem; o desafio agora é fazer esse conhecimento chegar até quem está na ponta”, destacou. Segundo Stoney, estados amazônicos já possuem potencial para captar investimentos relacionados à redução do desmatamento e à conservação florestal. Para ele, ampliar o acesso das comunidades a essas informações é fundamental para que esses recursos apoiem iniciativas coletivas, fortaleçam cadeias produtivas sustentáveis e gerem benefícios duradouros para quem protege a floresta.

Compensação de carbono

“Os parceiros não buscam apenas compensar emissões. Eles valorizam a transparência, a rastreabilidade e querem saber se o recurso investido está realmente gerando impacto positivo liquido dentro das comunidades, melhorando renda, qualidade de vida e promovendo a restauração florestal, fortalecendo os territórios onde atuamos”, afirmou Kate Guimarães, gestora do Projeto Carbono Neutro do Idesam.

“Nossos plantios, são realizados no formato de sistemas agroflorestais que reproduzem uma floresta nativa e adicionamos espécies de alto interesse econômico, como frutíferas, espécies florestais e outras que no curto, médio e longo prazo, trarão um retorno financeiro para a comunidade”, disse Kate.

Durante a apresentação, a especialista mostrou como organizações e pessoas físicas podem participar da agenda climática por meio da compensação de emissões, além de apresentar a calculadora de CO₂ disponibilizada gratuitamente pelo Idesam. A ferramenta permite estimar emissões e identificar caminhos para uma jornada mais sustentável. Kate também compartilhou os resultados alcançados pelo programa ao longo de sua trajetória, que já contabiliza mais de 77 mil árvores plantadas, 111 famílias envolvidas, 120 parcerias implementadas e mais de 100 hectares restaurados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã

Ao longo do painel, os participantes discutiram como o mercado de carbono pode ampliar investimentos em conservação, fortalecer iniciativas comunitárias e contribuir para estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas, reforçando o papel das populações amazônicas na proteção da floresta e na construção de soluções para o clima.

Texto e imagens: Fabíola Abess | contato: [email protected]

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