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Amaz divulga negócios selecionados para pré-aceleração no mês de novembro

A pré-aceleração prossegue ao longo de todo o mês de novembro, virtualmente, com acesso a assessorias, mentorias e apoio técnico da equipe da AMAZ e do Idesam.

 

Da Amaz Aceleradora
Imagem: Divulgação/ Acervo Vivalá

 

De 8 a 11 de novembro, empreendedores de 12 negócios selecionados pela AMAZ aceleradora de impacto para participarem do processo de pré-aceleração estarão juntos em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas, em uma jornada de imersão para desenvolver seus planos de negócios e tese de impacto socioambiental na Amazônia.  A pré-aceleração prossegue ao longo de todo o mês de novembro, virtualmente, com acesso a assessorias, mentorias e apoio técnico da equipe da AMAZ e do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia).

O desempenho dos negócios nesse período definirá os seis que serão acelerados e receberão investimento de R$ 200 mil em 2022.

O objetivo é ajudar os empreendedores a compreender e maximizar a capacidade de crescimento dos negócios em termos financeiros, técnicos, operacionais e, especialmente,  de impacto socioambiental positivo.

“A pré-aceleração é a etapa final do processo de seleção. Apenas metade dos negócios receberão investimento e ingressarão no portfólio  da AMAZ em 2021, mas todos os 12 que chegaram até aqui já são vencedores  receberão  nosso apoio durante 1 mês da fase de pré-aceleração, o que os qualifica para buscar novos apoios ou ingressar no portfólio em 2022” define Mariano Cenamo, diretor de Novos Negócios do Idesam e CEO da AMAZ.

Os 12 negócios finalistas  atuam com soluções inovadoras para o desenvolvimento de produtos e serviços em cadeias de valor estratégicas para a conservação da Amazônia tais como a restauração e produção florestal, comercialização de produtos da sociobiodiversidade, serviços ambientais e mercado de carbono, alimentação, produtos florestais madeireiros e não madeireiros, sistemas agroflorestais, cosméticos e turismo de base comunitária.

Estão localizados nos estados do Pará, Roraima, Acre, São Paulo e Minas Gerais, com atuação na região norte. A Chamada 2021 possibilitou a inscrição de negócios cuja atuação se dá na Amazônia Legal, mas que poderiam também estar baseados em outras regiões do país.

A seleção da AMAZ teve o olhar focado em negócios em estágio inicial (“early stage”) que tenham já validado seu produto ou serviço no mercado e de preferência já estejam faturando mais de R$ 500 mil por ano.  A maioria dos negócios está em fase de tração, pré-escala e escala. Alguns empreendimentos em estágios anteriores foram selecionados pela apresentação de soluções inovadoras e com potencial de ganhar escala pós-aceleração.

 

“Ficamos muito impressionados com a qualidade dos negócios e a escala de impacto que podemos alcançar com  eles. Acreditamos fortemente que a construção de uma nova economia depende da atração e  desenvolvimento de bons empreendedores e negócios inovadores na região”

– Mariano Cenamo, diretor de Novos Negócios do Idesam.

 

Os empreendimentos selecionados para aceleração e investimento em 2022 serão anunciados em dezembro.

A AMAZ aceleradora de impacto é coordenada pelo Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), e conta com um fundo de financiamento híbrido (“blended finance”) de R$ 25 milhões para investimento em negócios de impacto nos próximos cinco anos, o primeiro voltado exclusivamente para a região.

Tem como fundadores Fundo Vale, Instituto humanize, ICS (Instituto Clima e Sociedade), Good Energies Foundation e Fundo JBS pela Amazônia. Tem como parceiros estratégicos a PPA (Plataforma Parceiros pela Amazônia) e a GIZ (Agência Alemã de Cooperação), e conta também com uma ampla rede de parceiros como Move.Social, Sense-Lab, Mercado Livre, ICE, Costa Brasil, Climate Ventures e investidores privados.

 

Conheça os negócios que participarão da pré-aceleração no site da Amaz Aceleradora.[:en][vc_row][vc_column][vc_column_text]Evento acontece nos dias 14 e 15 de setembro, de forma online; André Vianna, gerente no Idesam, compartilha mais detalhes na entrevista a seguir

 

Por Comunicação Idesam

 

Encerrando a primeira etapa do Projeto Cidades Florestais (PCF), o Idesam realiza, de forma online, nos dias 14 e 15 de setembro, a segunda edição do Seminário de Produção Florestal Familiar e Comunitária do Amazonas, o Manejar. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site do evento – www.manejar.org.br.

Gerente do Programa de Manejo e Tecnologias Florestais do instituto, André Vianna exalta a trajetória do projeto ao longo dos três últimos anos. “O PCF nasceu em 2018, financiado pelo Fundo Amazônia / BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e desenvolveu junto a 16 organizações sociais – associações e cooperativas do interior do Amazonas –, com apoio do Idesam, o fomento a atividades produtivas florestais. Nós entendemos que o manejo florestal madeireiro e o fomento a produtos florestais não madeireiros, como óleos vegetais, são ferramentas importantes para gerar a conservação da floresta, pois isto gera renda para as populações que vivem nessas localidades”, afirma Vianna, que comenta sobre este e outros tópicos relacionados na entrevista a seguir.

 

Qual a importância de uma iniciativa como o Cidades Florestais para as populações que vivem na floresta?

O projeto busca melhorar a qualidade de vida das populações do interior do estado e, assim,  possam permanecer nos seus locais de origem conservando a floresta. Ao todo, dez municípios receberam atividades do projeto para apoiar o desenvolvimento da economia local com base nas atividades das associações dessas localidades.

 

E como o 2º Manejar encerrará essa etapa?

Essa edição, que será online e todas as pessoas interessadas poderão acompanhar pelo canal do Idesam no YouTube, vai marcar o final dessa etapa do Cidades Florestais e apresentar todos os resultados que foram atingidos, quais foram os desafios enfrentados, as soluções encontradas pela equipe junto a essas organizações e quais foram as inovações que utilizamos para vencer os desafios que existem em nossa região.

 

Em sua visão, a Amazônia precisa de uma alternativa econômica vinda da floresta?

Com certeza. A Floresta Amazônica é fundamental para a manutenção do regime de chuvas do país, então é importante para o setor agrícola do Brasil, para  as populações do Sul e Sudeste, e para o país para garantir o fornecimento de água. Também, consiste em um grande reservatório de carbono, que se removido e queimado agravará os efeitos das mudanças climáticas. Outro ponto a considerar é a importância de as pessoas que vivem na floresta terem boas condições de vida. É essencial a gente buscar novas ferramentas pautadas em questões de sustentabilidade, mas que desenvolvam a economia do interior.

 

E isso é importante até para trazer alternativas para o Amazonas.

Exatamente. Existe essa discussão sobre o desenvolvimento do Amazonas além da Zona Franca. O Amazonas, há muito tempo, depende da Zona Franca de Manaus, então é importante que a gente busque outras matrizes econômicas, preferencialmente de base sustentável, e que desenvolva o Estado como um todo, para não ficar dependendo exclusivamente desse modelo. E estamos em uma posição muito favorável, de destaque, pois o mercado – principalmente internacional – tem valorizado muito a marca Amazônia e produtos sustentáveis. Essas cadeias produtivas sustentáveis têm um apelo e uma possibilidade de venda e geração de recursos muito grande. Precisamos aproveitar essa oportunidade que o Amazonas tem para se desenvolver usando essas cadeias produtivas sustentáveis.

 

Quais temas serão abordados no 2º Manejar?

O seminário vai falar sobre os resultados dos planos de manejo desenvolvidos e trabalhados durante esses três anos com comunidades em Unidades de Conservação (UCs); os resultados da construção de duas usinas de óleos e o apoio a outras três, de cinco municípios do Amazonas, além do crescimento desse segmento em mercados importantes. Também vamos discutir algumas possibilidades de como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) pode ser uma forma de a gente apoiar essas cadeias produtivas. Vamos discutir, ainda, possíveis encaminhamentos para políticas públicas – o que pode ser melhorado, quais são as demandas de comunidades do interior etc.

 

Aproveitando o gancho, qual a maior dificuldade ao se falar de atividades madeireiras, já que é um tema sensível nesse cenário atual?

Eu, como engenheiro florestal, tenho encontrado dificuldades para comunicar este tema para o grande público. É importante que as pessoas compreendam que a atividade madeireira, quando realizada de forma licenciada, sustentável e responsável, é uma ferramenta de conservação da floresta. Então, não é necessariamente deixando de comprar madeira que estará apoiando a conservação; se você estiver comprando madeira de planos de manejo licenciados, principalmente de comunidades, de Unidades de Conservação (UCs), aí sim estará auxiliando na conservação da floresta.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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