Por Vitor Coluna, pesquisador do Idesam –
Entre os anos de 2011 e 2013, pesquisas e estudos realizados por Instituto de Desenvolvimento Agropecuário Florestal do Amazonas (Idam), WWF e Idesam demonstraram a importância do setor florestal no município de Apuí, o qual emprega 11% da população economicamente ativa do município, injetando mais de R$ 2 milhões na economia local, direta e indiretamente.
Estas investigações também evidenciaram a existência de várias limitações para setor, como a falta de matéria prima legal, falta de mão de obra qualificada e algumas dificuldades em acessar financiamentos para aquisição de novas tecnologias.
Diante da importância do setor para o município e das limitações que engessam o desenvolvimento dessas atividades, criou-se a Câmara Técnica (CT) Florestal do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), cuja finalidade é reunir representantes dos atores e parceiros para propor melhorias para o setor.
As primeiras reuniões da Câmara Técnica Florestal aconteceram no início do mês de outubro e culminaram na reativação da Associação de Produtores Florestais (APROF), organização social que representa as serrarias do Apuí.
Os participantes também definiram como objetivo principal da Câmara Técnica Florestal a elaboração, até dezembro de 2014, de um documento formal contendo as demandas e o plano de ação do setor. Este documento será encaminhado pelo CMDRS aos governos estadual e municipal e monitorado pela CT Florestal.
A partir desse planejamento, a Câmara Técnica Florestal almeja apoiar a construção da política municipal de florestas do Apuí e a implantação de modelos de concessão florestal nas florestas estaduais e nacionais existentes no município, contribuindo, dessa forma, para atender à demanda por madeira legal.






