Artigo por Paola Bleicker publicado originalmente pela Folha de S. Paulo em 16/01/2026
O uso de inteligência artificial (IA) começa a ganhar espaço no terceiro setor brasileiro, ainda que de forma desigual e cercada por desafios estruturais. Pesquisas recentes do Gife (Grupo de Institutos Fundações e Empresas), assim como análises veiculadas pela imprensa, indicam que organizações da sociedade civil têm adotado IA principalmente em tarefas operacionais, enquanto apenas uma parcela avança para usos mais estratégicos.
No campo socioambiental, essa adoção é ainda incipiente, marcada por limitações de acesso à tecnologia, capacitação técnica e financiamento. Na Amazônia, no entanto, algumas iniciativas pioneiras começam a se destacar.
O Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) tem investido de forma consistente em automação de processos, capacitação institucional e desenvolvimento de produtos digitais que integram dados, inovação e gestão. Essa experiência demonstra como a IA pode acelerar rotinas internas, qualificar análises de dados e aumentar a eficiência na implementação e no monitoramento de projetos socioambientais.
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