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Fórum PPBio reúne empreendedores e investidores em bioeconomia durante Feira Polo Digital Manaus

O evento, realizado por Idesam, PPBio e Codese, acontece no segundo dia da programação da Feira e tem entrada gratuita.

 

Da Assessoria do Idesam
Foto: Arquivo Idesam

 

No próximo dia 10 de dezembro (sexta-feira), às 14h, Manaus será palco do 2º Fórum PPBio – Programa Prioritário de Bioeconomia, realizado pelo Idesam, por meio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) em parceria com o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese). Com o tema Inovação e Investimentos para a Amazônia, o evento reunirá diversos atores da bioeconomia na Amazônia com o objetivo de criar conexões e fomentar novos financiamentos para projetos focados no tema.

O Fórum integra a programação da 3a Feira Polo Digital Manaus, que acontece entre os dias 9 e 11 de dezembro, no centro de convenções Vasco Vasques e também será transmitido virtualmente pelo canal de Youtube do Idesam, no link youtube.com/idesanico.

Para Carlos Koury, diretor técnico do Idesam e coordenador do PPBio, o evento é uma oportunidade de conectar pessoas com ideias inovadoras para a bioeconomia da região, com  possíveis financiadores de projetos do Polo Industrial de Manaus.

 

“As recentes mudanças dos marcos regulatórios dos investimentos de PD&I das empresas do Polo Industrial de Manaus expandiram o leque de investimentos para que negócios e impacto social e ambiental e startups de bioeconomia entrem no radar das empresas do PIM.”

– Carlos Gabriel koury, diretor técnico do Idesam e coordenador do PPBio

 

“É uma oportunidade para dinamizar o ecossistema de bionegócios da Amazônia entregando soluções para os entraves nas cadeias produtivas locais, colocando tecnologia de ponta na produção no interior, interiorizando a economia e gerando valor agregado para melhora da economia de base biotecnológica na região. É o conhecimento da floresta que será a base para a nova economia da região”, explica o dirigente.

Atualmente, o programa já tem em seu portfólio nove projetos apoiados, com mais de dez novos projetos em fase de negociação. “À medida que as empresas vão conhecendo o Programa e a conexão que ele oferece com empreendedores da bioeconomia, mais investimentos estão surgindo e apoiando novos negócios, melhorando as cadeias produtivas que também possuem comunidades tradicionais da Amazônia que tiram da floresta sua fonte de renda”, projeta.

A primeira parte do Fórum é formada por duas mesas-redondas com a participação de organizações como Suframa, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), EZScience Biotecnologia. Os paineis serão mediados pelo jornalista Alfredo Lopes, com abertura pelo Ministério da Economia, e o destaque internacional está na participação de Ricardo Lomaski, Diretor da Innovation Hub Israel-Brazil, aceleradora de Israel voltada à startups de agricultura e florestas lotada no Instituto de Tecnologia Israelense Technion.

No fim da tarde, será realizada uma rodada de apresentações de cases com incubadoras e aceleradoras da região, que levarão sua experiência com projetos de bioeconomia. A programação do evento está disponível em idesam.org/forum-ppbio.

 

Para participar, os interessados devem se inscrever no link disponível no site.

 

As medidas de segurança relacionadas à Covid-19 estão alinhadas com a Feira do Polo Digital: é necessário apresentar a carteira de vacinação com a imunização completa, além do uso de máscara, obrigatório durante a circulação nas dependências do centro de convenções.

 

O que é o programa prioritário?

Criados pelo Ministério da Economia, por meio do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia (Capda), os programas prioritários são um conjunto de projetos voltados ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) de grande relevância para o desenvolvimento regional. O Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) é dedicado a apoiar soluções para o uso sustentável da biodiversidade da Amazônia.

O Idesam, organização sem fins lucrativos fundada em Manaus em 2004, é o coordenador do PPBio, sendo responsável por articular com empresas do Polo Industrial de Manaus que destinem parte de suas obrigações de investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para a promoção de novos produtos, produtos e serviços na bioeconomia da Amazônia através de transferência de tecnologia, startups e negócios de impacto social e ambiental.

 [:en][vc_row][vc_column][vc_column_text]Evento acontece nos dias 14 e 15 de setembro, de forma online; André Vianna, gerente no Idesam, compartilha mais detalhes na entrevista a seguir

 

Por Comunicação Idesam

 

Encerrando a primeira etapa do Projeto Cidades Florestais (PCF), o Idesam realiza, de forma online, nos dias 14 e 15 de setembro, a segunda edição do Seminário de Produção Florestal Familiar e Comunitária do Amazonas, o Manejar. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site do evento – www.manejar.org.br.

Gerente do Programa de Manejo e Tecnologias Florestais do instituto, André Vianna exalta a trajetória do projeto ao longo dos três últimos anos. “O PCF nasceu em 2018, financiado pelo Fundo Amazônia / BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e desenvolveu junto a 16 organizações sociais – associações e cooperativas do interior do Amazonas –, com apoio do Idesam, o fomento a atividades produtivas florestais. Nós entendemos que o manejo florestal madeireiro e o fomento a produtos florestais não madeireiros, como óleos vegetais, são ferramentas importantes para gerar a conservação da floresta, pois isto gera renda para as populações que vivem nessas localidades”, afirma Vianna, que comenta sobre este e outros tópicos relacionados na entrevista a seguir.

 

Qual a importância de uma iniciativa como o Cidades Florestais para as populações que vivem na floresta?

O projeto busca melhorar a qualidade de vida das populações do interior do estado e, assim,  possam permanecer nos seus locais de origem conservando a floresta. Ao todo, dez municípios receberam atividades do projeto para apoiar o desenvolvimento da economia local com base nas atividades das associações dessas localidades.

 

E como o 2º Manejar encerrará essa etapa?

Essa edição, que será online e todas as pessoas interessadas poderão acompanhar pelo canal do Idesam no YouTube, vai marcar o final dessa etapa do Cidades Florestais e apresentar todos os resultados que foram atingidos, quais foram os desafios enfrentados, as soluções encontradas pela equipe junto a essas organizações e quais foram as inovações que utilizamos para vencer os desafios que existem em nossa região.

 

Em sua visão, a Amazônia precisa de uma alternativa econômica vinda da floresta?

Com certeza. A Floresta Amazônica é fundamental para a manutenção do regime de chuvas do país, então é importante para o setor agrícola do Brasil, para  as populações do Sul e Sudeste, e para o país para garantir o fornecimento de água. Também, consiste em um grande reservatório de carbono, que se removido e queimado agravará os efeitos das mudanças climáticas. Outro ponto a considerar é a importância de as pessoas que vivem na floresta terem boas condições de vida. É essencial a gente buscar novas ferramentas pautadas em questões de sustentabilidade, mas que desenvolvam a economia do interior.

 

E isso é importante até para trazer alternativas para o Amazonas.

Exatamente. Existe essa discussão sobre o desenvolvimento do Amazonas além da Zona Franca. O Amazonas, há muito tempo, depende da Zona Franca de Manaus, então é importante que a gente busque outras matrizes econômicas, preferencialmente de base sustentável, e que desenvolva o Estado como um todo, para não ficar dependendo exclusivamente desse modelo. E estamos em uma posição muito favorável, de destaque, pois o mercado – principalmente internacional – tem valorizado muito a marca Amazônia e produtos sustentáveis. Essas cadeias produtivas sustentáveis têm um apelo e uma possibilidade de venda e geração de recursos muito grande. Precisamos aproveitar essa oportunidade que o Amazonas tem para se desenvolver usando essas cadeias produtivas sustentáveis.

 

Quais temas serão abordados no 2º Manejar?

O seminário vai falar sobre os resultados dos planos de manejo desenvolvidos e trabalhados durante esses três anos com comunidades em Unidades de Conservação (UCs); os resultados da construção de duas usinas de óleos e o apoio a outras três, de cinco municípios do Amazonas, além do crescimento desse segmento em mercados importantes. Também vamos discutir algumas possibilidades de como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) pode ser uma forma de a gente apoiar essas cadeias produtivas. Vamos discutir, ainda, possíveis encaminhamentos para políticas públicas – o que pode ser melhorado, quais são as demandas de comunidades do interior etc.

 

Aproveitando o gancho, qual a maior dificuldade ao se falar de atividades madeireiras, já que é um tema sensível nesse cenário atual?

Eu, como engenheiro florestal, tenho encontrado dificuldades para comunicar este tema para o grande público. É importante que as pessoas compreendam que a atividade madeireira, quando realizada de forma licenciada, sustentável e responsável, é uma ferramenta de conservação da floresta. Então, não é necessariamente deixando de comprar madeira que estará apoiando a conservação; se você estiver comprando madeira de planos de manejo licenciados, principalmente de comunidades, de Unidades de Conservação (UCs), aí sim estará auxiliando na conservação da floresta.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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