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Idesam no Congresso Mundial de Áreas Protegidas – IUCN

Por Carlos Gabriel Koury, secretário executivo do Idesam

Está começando mais uma edição do World Parks Congress, em Sydney, Austrália. O WPC é um evento organizado pela IUCN – internacional Union for Conservation of Nature, e acontece apenas de 10 em 10 anos, reunindo todo o globo para discutir os avanços e desafios das áreas protegidas.

Em 2014, o WPC acontece de 12 a 19 de novembro, no Sydney Olympic Parks, com o tema “Parks, people, planet: Inspiring solutions” – em tradução livre: “Parques, pessoas, planeta: inspirando soluções”. São centenas de atividades distribuídas em cerimoniais, plenárias, agendas temáticas e eventos paralelos.

O Idesam chega ao evento com a disposição para, como propõe o nome, captar as inspirações e levar sua experiência. Abaixo falo um pouco sobre dois eventos paralelos dos quais tive a oportunidade de participar logo no início do congresso. Para ver a agenda completa dos eventos paralelos, acesse este link.

“From the Ground to the Cloud: Google mapping tools for conservation of protected areas and parks” – 10 e 11 de novembro

O primeiro evento paralelo do Google aconteceu dias 10 e 11 de novembro, no escritório do Google em Sydney. Neste evento foram apresentaras as ferramentas da Google que podem ser utilizadas para subsidiar a gestão de áreas protegidas, para monitoramento, pesquisa, compartilhamento de informação, turismo e engajamento social para a gestão de áreas protegidas. Google Engine, Google Esphere, Street View, Tour builder, foram apresentados.

São ferramentas que para a realidade das áreas protegidas da Amazônia contribuem para expor melhor e com mais detalhes o que acontece em áreas que muitas vezes estão expressas apenas como pequeno ponto no mapa da Amazônia legal.

Durante a apresentação do potencial das ferramentas da Google, a coordenadora do Google Earth Outreach, Rebecca Moore, mostrou a experiência de sucesso do uso das base de dados e ferramentas da Google para o monitoramento da Terra Indígena Sete de Setembro (TISS), pelo Projeto Carbono Florestal Suruí, do qual o Idesam faz parte (saiba mais).

O Projeto Carbono Suruí é pioneiro em vários aspectos e o uso das ferramentas Google para monitoramento florestal é um deles. O Idesam foi responsável pela coordenação técnica dos aspectos relacionados a carbono florestal, além da construção do Documento de Concepção do Projeto (DCP) e seu processo de validação. Agora, atuamos no monitoramento do estoque de carbono, desmatamento e degradação florestal na TISS.

“Asia Pacific Rainforest Summit” – 11 e 12 de novembro

Este segundo evento paralelo do IUCN foi promovido pelo Ministério de Meio Ambiente da Austrália (www.environment.gov.au/rain-forest-summit) e reuniu algumas dezenas de representantes de governos de países do sudeste asiático com florestas tropicais e China.

Vale citar também a participação do pesquisador Thomas Lovejoy, de representantes europeus, empresas do setor de óleo de palma e do setor de celulose e papel, organizações da sociedade civil do sudeste asiático e organizações ambientalistas locais e internacionais como IUCN, CIFOR, ITTO, WWF e TNC. Do Brasil, compondo a plateia, o Idesam e o senador Jorge Viana.

Os relatos e debates sobre pressão pelo desmatamento nas florestas tropicais do sudeste asiático trazem, como no Brasil, também riscos à biodiversidade local e às populações locais e suas culturas. Combater a exploração de madeira ilegal é um desafio a ser enfrentado em todos os países da região, assim como o desmatamento das florestas naturais para  conversão em agricultura, plantação de Palm Oil (dendê) e florestas plantadas.

Na imagem: Ministro do Meio Ambiente da Austrália, Gregory Hunt, realiza abertura do evento.

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