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Livro destaca riquezas da região e direciona parte da venda para projetos sustentáveis

Bemol e Bemol Farma lançam livro ‘Só tem na Amazônia’ em parceria com a editora de impacto social MOL.

 

Com informações da Editora Mol
Imagem: Divulgação

 

Pensando em valorizar e promover nossa região, Bemol e Editora MOL, lançaram, no último dia 7 de outubro, o  livro ‘Só tem na Amazônia’. O livro –  que conta com 50 aprendizados inspirados nas riquezas e valores da nossa região – tem ainda um objetivo maior: apoiar ações sustentáveis da região, uma vez que parte dos lucros da venda serão direcionados para o Idesam.

De acordo com a diretora executiva do Idesam, Paola Bleicker, este é o tipo de parceria de impacto, pois o conteúdo informa, mobiliza e fortalece a conexão entre os envolvidos. Além disso, o livro fala sobre temas e produtos intimamente ligados ao trabalho desenvolvido no instituto.

 

“Produtos como guaraná, açaí e o óleo de andiroba – abordados no livro – são alguns dos protagonistas da nossa atuação na Amazônia. É possível estimular a cidadania pelo conhecimento da nossa cultura e o consumo consciente pela doação”

– Paola Bleicker, diretora executiva do Idesam

 

Além do Idesam, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e a Associação Vaga Lume também serão beneficiadas pelo projeto. Para a primeira edição, foram impressos 65 mil livros, que serão vendidos ao valor de R$6,90. O potencial de doação para as três organizações é estimado em R$ 170 mil.

O conteúdo foi desenvolvido em parceria da editora com profissionais locais para os textos, ilustrações e pesquisas. Feito por amazônidas e para todos, a obra celebra riquezas naturais e culturais, extraindo delas reflexões para uma vida tão exuberante quanto a região que temos o privilégio de viver.

Para o Head de Marketing da Bemol, Márcio Dimas Vasconcellos, “esta parceria entre a Bemol e Editora MOL mostra o comprometimento da Bemol em democratizar o acesso à informação da região amazônica a toda a população e também em colaborar com organizações importantes para o desenvolvimento da região, de forma lúdica, cultural e acessível a todos”.

O projeto integra o conceito de produto socioeditorial, criado pela MOL em 2008. SEm 13 anos, a empresa já comercializou mais de 24 milhões de exemplares, com produtos oferecidos nos caixas de grandes varejos. No total, já foram doados mais de R$42 milhões para mais de 100 ONGs de saúde, educação, sustentabilidade e proteção animal.

“É um grande orgulho para nós, da MOL, trabalhar com a Bemol em um projeto que foi produzido com tanto cuidado para homenagear a região amazônica, e cujas vendas ajudarão três organizações que devolverão diretamente para a região Norte,” disse Roberta Faria, cofundadora da Editora MOL.

As vendas e doações do ‘Só tem na Amazônia’ serão auditadas pela VACC, empresa independente de auditoria que acompanha todos os projetos da MOL. A divulgação das ONGs e do impacto causado pelas doações será publicado na Central de Impacto da MOL, detalhando as organizações, contando as histórias por trás do resultado e publicando os relatórios da auditoria, recibos e doações e outras informações que também serão publicadas no site da Bemol em seus canais digitais. A prestação de contas e acompanhamento do impacto acontecem também no produto por meio do conteúdo, links e QRCode.

 

Como comprar

Além das lojas Bemol e Bemol Farma, o livro ‘Só tem na Amazônia’ pode ser comprado através site da bemol.com.br e também pelos números de televendas disponíveis, o 0800 726 8300 e pelo WhatsApp (92) 98452-2238. Outra possibilidade para compra é o catálogo de vendas. Nele, o cliente terá um atendimento mais personalizado.[:en][vc_row][vc_column][vc_column_text]Evento acontece nos dias 14 e 15 de setembro, de forma online; André Vianna, gerente no Idesam, compartilha mais detalhes na entrevista a seguir

 

Por Comunicação Idesam

 

Encerrando a primeira etapa do Projeto Cidades Florestais (PCF), o Idesam realiza, de forma online, nos dias 14 e 15 de setembro, a segunda edição do Seminário de Produção Florestal Familiar e Comunitária do Amazonas, o Manejar. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site do evento – www.manejar.org.br.

Gerente do Programa de Manejo e Tecnologias Florestais do instituto, André Vianna exalta a trajetória do projeto ao longo dos três últimos anos. “O PCF nasceu em 2018, financiado pelo Fundo Amazônia / BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e desenvolveu junto a 16 organizações sociais – associações e cooperativas do interior do Amazonas –, com apoio do Idesam, o fomento a atividades produtivas florestais. Nós entendemos que o manejo florestal madeireiro e o fomento a produtos florestais não madeireiros, como óleos vegetais, são ferramentas importantes para gerar a conservação da floresta, pois isto gera renda para as populações que vivem nessas localidades”, afirma Vianna, que comenta sobre este e outros tópicos relacionados na entrevista a seguir.

 

Qual a importância de uma iniciativa como o Cidades Florestais para as populações que vivem na floresta?

O projeto busca melhorar a qualidade de vida das populações do interior do estado e, assim,  possam permanecer nos seus locais de origem conservando a floresta. Ao todo, dez municípios receberam atividades do projeto para apoiar o desenvolvimento da economia local com base nas atividades das associações dessas localidades.

 

E como o 2º Manejar encerrará essa etapa?

Essa edição, que será online e todas as pessoas interessadas poderão acompanhar pelo canal do Idesam no YouTube, vai marcar o final dessa etapa do Cidades Florestais e apresentar todos os resultados que foram atingidos, quais foram os desafios enfrentados, as soluções encontradas pela equipe junto a essas organizações e quais foram as inovações que utilizamos para vencer os desafios que existem em nossa região.

 

Em sua visão, a Amazônia precisa de uma alternativa econômica vinda da floresta?

Com certeza. A Floresta Amazônica é fundamental para a manutenção do regime de chuvas do país, então é importante para o setor agrícola do Brasil, para  as populações do Sul e Sudeste, e para o país para garantir o fornecimento de água. Também, consiste em um grande reservatório de carbono, que se removido e queimado agravará os efeitos das mudanças climáticas. Outro ponto a considerar é a importância de as pessoas que vivem na floresta terem boas condições de vida. É essencial a gente buscar novas ferramentas pautadas em questões de sustentabilidade, mas que desenvolvam a economia do interior.

 

E isso é importante até para trazer alternativas para o Amazonas.

Exatamente. Existe essa discussão sobre o desenvolvimento do Amazonas além da Zona Franca. O Amazonas, há muito tempo, depende da Zona Franca de Manaus, então é importante que a gente busque outras matrizes econômicas, preferencialmente de base sustentável, e que desenvolva o Estado como um todo, para não ficar dependendo exclusivamente desse modelo. E estamos em uma posição muito favorável, de destaque, pois o mercado – principalmente internacional – tem valorizado muito a marca Amazônia e produtos sustentáveis. Essas cadeias produtivas sustentáveis têm um apelo e uma possibilidade de venda e geração de recursos muito grande. Precisamos aproveitar essa oportunidade que o Amazonas tem para se desenvolver usando essas cadeias produtivas sustentáveis.

 

Quais temas serão abordados no 2º Manejar?

O seminário vai falar sobre os resultados dos planos de manejo desenvolvidos e trabalhados durante esses três anos com comunidades em Unidades de Conservação (UCs); os resultados da construção de duas usinas de óleos e o apoio a outras três, de cinco municípios do Amazonas, além do crescimento desse segmento em mercados importantes. Também vamos discutir algumas possibilidades de como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) pode ser uma forma de a gente apoiar essas cadeias produtivas. Vamos discutir, ainda, possíveis encaminhamentos para políticas públicas – o que pode ser melhorado, quais são as demandas de comunidades do interior etc.

 

Aproveitando o gancho, qual a maior dificuldade ao se falar de atividades madeireiras, já que é um tema sensível nesse cenário atual?

Eu, como engenheiro florestal, tenho encontrado dificuldades para comunicar este tema para o grande público. É importante que as pessoas compreendam que a atividade madeireira, quando realizada de forma licenciada, sustentável e responsável, é uma ferramenta de conservação da floresta. Então, não é necessariamente deixando de comprar madeira que estará apoiando a conservação; se você estiver comprando madeira de planos de manejo licenciados, principalmente de comunidades, de Unidades de Conservação (UCs), aí sim estará auxiliando na conservação da floresta.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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