Realizado por Idesam e PPBio, com apoio do Codese, evento reuniu representantes e atores do ecossistema de bioeconomia.
Da Assessoria do Idesam
Foto: Tayara Wanderley
No último dia 10 de dezembro, o Idesam, por meio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), realizou o 2º Fórum PPBio – Inovação e Investimentos para a Amazônia. O evento, realizado de forma híbrida (presencial e online) dentro da programação da 3ª Feira Polo Digital de Manaus, reuniu diversos atores da bioeconomia na Amazônia com o objetivo de criar conexões e fomentar novos financiamentos para projetos focados no tema.
O evento foi aberto pelo coordenador de Economia Verde (Coev) do Ministério da Economia, José Ricardo Salles, que representou a Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (Sepec). Salles destacou que o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT vem passando por um processo de retomada de suas atividades, desde a aprovação da Lei Complementar nº 77/2021.
“Entre outras modificações, a lei permitiu que os recursos do Fundo não sejam mais contingenciados. Portanto, foi aberta mais uma possibilidade de financiamentos a projetos e empresas para o desenvolvimento científico tecnológico e sustentável na região Amazônica”, afirmou o coordenador, complementando que os próximos passos dessa oportunidade serão definir questões relacionadas à apresentação dos projetos, além da escolha e priorização das iniciativas que receberão os recursos do CT Amazônia e demais fundos setoriais.
O primeiro painel, com o tema ‘Investimentos em Bioeconomia na Amazônia: Resultados e Experiência’ foi mediado pelo consultor e jornalista Alfredo Lopes (Brasil Amazônia Agora) e contou com a participação do coordenador-geral de Planejamento e Programação Orçamentária da Suframa e Coordenador geral no Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), Fábio Calderaro; o gerente de Inovação da Samsung, Paulo Quirino; e a chefe do Departamento de Bioeconomia e Ações Estratégicas da Secti/Sedecti, Rocio Ruiz.
“Promover este debate na feira do polo digital foi a melhor escolha, pois o nosso futuro, que já começou, é digital. Não há outra alternativa. Vamos nos aproximar das plantas e conhecer mais sobre a floresta amazônica usando essas novas tecnologias”, disse o jornalista, durante o painel.
O segundo painel, mediado pelo diretor ténico do Idesam, Carlos Gabriel Koury, focou em perspectivas e caminhos práticos para a evolução da Bioeconomia na região. Participaram o engenheiro e empreendedor Ricardo Lomaski, que dirige uma aceleradora de startups de Israel de agricultura, água e energia; o coordenador do Laboratório de Engenharia Aquícola do DEPESCA/Ufam, Esner Magalhães; e a CEO da EZScience Biotecnologia, a bióloga Paula Taquita.
Para Carlos Koury, coordenador do PPBio, o evento foi uma oportunidade de conectar pessoas com ideias inovadoras para a bioeconomia da região, com possíveis financiadores de projetos do Polo Industrial de Manaus.
No fim da tarde, foi realizada ainda uma rodada de apresentações de cases com incubadoras e aceleradoras da região, que levaram sua experiência com projetos de bioeconomia. Todas as apresentações estão disponíveis no site do evento: https://idesam.org/forum-ppbio
O que é o programa prioritário?
Criados pelo Ministério da Economia, por meio do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia (Capda), os programas prioritários são um conjunto de projetos voltados ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) de grande relevância para o desenvolvimento regional. O Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) é dedicado a apoiar soluções para o uso sustentável da biodiversidade da Amazônia.
O Idesam, organização sem fins lucrativos fundada em Manaus em 2004, é o coordenador do PPBio, sendo responsável por articular com empresas do Polo Industrial de Manaus que destinem parte de suas obrigações de investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para a promoção de novos produtos, produtos e serviços na bioeconomia da Amazônia através de transferência de tecnologia, startups e negócios de impacto social e ambiental.
[:en][vc_row][vc_column][vc_column_text]Evento acontece nos dias 14 e 15 de setembro, de forma online; André Vianna, gerente no Idesam, compartilha mais detalhes na entrevista a seguir
Por Comunicação Idesam
Encerrando a primeira etapa do Projeto Cidades Florestais (PCF), o Idesam realiza, de forma online, nos dias 14 e 15 de setembro, a segunda edição do Seminário de Produção Florestal Familiar e Comunitária do Amazonas, o Manejar. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site do evento – www.manejar.org.br.
Gerente do Programa de Manejo e Tecnologias Florestais do instituto, André Vianna exalta a trajetória do projeto ao longo dos três últimos anos. “O PCF nasceu em 2018, financiado pelo Fundo Amazônia / BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e desenvolveu junto a 16 organizações sociais – associações e cooperativas do interior do Amazonas –, com apoio do Idesam, o fomento a atividades produtivas florestais. Nós entendemos que o manejo florestal madeireiro e o fomento a produtos florestais não madeireiros, como óleos vegetais, são ferramentas importantes para gerar a conservação da floresta, pois isto gera renda para as populações que vivem nessas localidades”, afirma Vianna, que comenta sobre este e outros tópicos relacionados na entrevista a seguir.
Qual a importância de uma iniciativa como o Cidades Florestais para as populações que vivem na floresta?
O projeto busca melhorar a qualidade de vida das populações do interior do estado e, assim, possam permanecer nos seus locais de origem conservando a floresta. Ao todo, dez municípios receberam atividades do projeto para apoiar o desenvolvimento da economia local com base nas atividades das associações dessas localidades.
E como o 2º Manejar encerrará essa etapa?
Essa edição, que será online e todas as pessoas interessadas poderão acompanhar pelo canal do Idesam no YouTube, vai marcar o final dessa etapa do Cidades Florestais e apresentar todos os resultados que foram atingidos, quais foram os desafios enfrentados, as soluções encontradas pela equipe junto a essas organizações e quais foram as inovações que utilizamos para vencer os desafios que existem em nossa região.
Em sua visão, a Amazônia precisa de uma alternativa econômica vinda da floresta?
Com certeza. A Floresta Amazônica é fundamental para a manutenção do regime de chuvas do país, então é importante para o setor agrícola do Brasil, para as populações do Sul e Sudeste, e para o país para garantir o fornecimento de água. Também, consiste em um grande reservatório de carbono, que se removido e queimado agravará os efeitos das mudanças climáticas. Outro ponto a considerar é a importância de as pessoas que vivem na floresta terem boas condições de vida. É essencial a gente buscar novas ferramentas pautadas em questões de sustentabilidade, mas que desenvolvam a economia do interior.
E isso é importante até para trazer alternativas para o Amazonas.
Exatamente. Existe essa discussão sobre o desenvolvimento do Amazonas além da Zona Franca. O Amazonas, há muito tempo, depende da Zona Franca de Manaus, então é importante que a gente busque outras matrizes econômicas, preferencialmente de base sustentável, e que desenvolva o Estado como um todo, para não ficar dependendo exclusivamente desse modelo. E estamos em uma posição muito favorável, de destaque, pois o mercado – principalmente internacional – tem valorizado muito a marca Amazônia e produtos sustentáveis. Essas cadeias produtivas sustentáveis têm um apelo e uma possibilidade de venda e geração de recursos muito grande. Precisamos aproveitar essa oportunidade que o Amazonas tem para se desenvolver usando essas cadeias produtivas sustentáveis.
Quais temas serão abordados no 2º Manejar?
O seminário vai falar sobre os resultados dos planos de manejo desenvolvidos e trabalhados durante esses três anos com comunidades em Unidades de Conservação (UCs); os resultados da construção de duas usinas de óleos e o apoio a outras três, de cinco municípios do Amazonas, além do crescimento desse segmento em mercados importantes. Também vamos discutir algumas possibilidades de como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) pode ser uma forma de a gente apoiar essas cadeias produtivas. Vamos discutir, ainda, possíveis encaminhamentos para políticas públicas – o que pode ser melhorado, quais são as demandas de comunidades do interior etc.
Aproveitando o gancho, qual a maior dificuldade ao se falar de atividades madeireiras, já que é um tema sensível nesse cenário atual?
Eu, como engenheiro florestal, tenho encontrado dificuldades para comunicar este tema para o grande público. É importante que as pessoas compreendam que a atividade madeireira, quando realizada de forma licenciada, sustentável e responsável, é uma ferramenta de conservação da floresta. Então, não é necessariamente deixando de comprar madeira que estará apoiando a conservação; se você estiver comprando madeira de planos de manejo licenciados, principalmente de comunidades, de Unidades de Conservação (UCs), aí sim estará auxiliando na conservação da floresta.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]






