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Software da UFAM desenvolvido a partir de demanda do Idesam fortalece a inovação na Amazônia e recebe prêmio

O Sistema de Identificação e Proteção de Propriedade Intelectual (SIPPI), desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), nasceu para atender a uma demanda concreta de pesquisadores, empreendedores e organizações da região: compreender, de forma simples e acessível, se uma tecnologia deve ser protegida e qual modalidade de propriedade intelectual (PI) é a mais adequada em cada caso. Criado por alunos do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT/UFAM), o software venceu o Prêmio FORTEC na categoria Programa de Computador (Software), concorrendo pela região Norte do Brasil.

A premiação reconhece o potencial transformador de uma solução criada na própria Amazônia para atender desafios amazônicos, um exemplo poderoso de inovação orientada ao território. Desenvolvido a partir de uma demanda real e disponibilizado à sociedade, o software atende aos requisitos centrais da premiação ao integrar universidade, NIT e setor produtivo em um processo de inovação aplicado, com resultados práticos para o ecossistema amazônico.

Segundo Célia Regina Simonetti Barbalho, professora da PROFNIT e coordenadora da iniciativa, a criação do software foi motivada por uma demanda do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), que buscava uma forma mais ágil e estruturada de orientar projetos desenvolvidos com comunidades amazônicas sobre questões de propriedade intelectual. “Quando um projeto para atender a uma comunidade é desenvolvido, o que deve ser protegido e como? A resposta a essa pergunta gerou o SIPPI”, explica Barbalho.

Por Nayara Campos | Matéria originalmente publicada pelo site Fortec.org.br em 12/03/2026

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