Evento reunirá lideranças indígenas, empreendedores e investidores em Belém para impulsionar soluções amazônicas com impacto global.
Texto publicado originalmente na Gazeta Mercantil Digital
A COP30, que será realizada em Belém, ganha um reforço estratégico com a edição especial do Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA). No dia 10 de novembro de 2025, das 8h às 21h, o Campus de Direito do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA) será palco de um dos encontros mais relevantes para o futuro da bioeconomia amazônica.
Realizado pelo Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), uma instituição que conta com a parceria da Gazeta Mercantil, e pelo Impact Hub Manaus, com co-realização do CESUPA e apoio de uma ampla rede de parceiros, o FIINSA 2025 COP30 — sob o lema “Onde fazer fala mais alto” — propõe um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva. O objetivo é claro: catalisar articulações positivas, fomentar negócios viáveis e apresentar soluções inovadoras criadas na Amazônia e para a Amazônia.
Para saber mais sobre o evento, a GZM conversou com André Vianna, Diretor Técnico Idesam, e Marcus Bessa, Fundador do Impact Hub Manaus. Confira:
GZM: Qual é o papel do FIINSA dentro da agenda da COP30 e como ele se diferencia de outros eventos paralelos?
André Vianna: O FIINSA tem o papel de gerar discussões em igual âmbito de poder entre diferentes atores da bioeconomia e investimento de impacto, que une atores da região amazônica a atores que têm atuação na região. Ainda, busca trazer vozes e percepções diversas para os temas da bioeconomia, negócios e investimentos de impacto de forma a propiciar avanços para os ecossistemas da região que gere melhoria de qualidade de vida e inclusão.
GZM: Que tipo de negócios sustentáveis da Amazônia estarão presentes no festival e como eles foram selecionados?
Marcus Bessa: Os tipos de negócios presentes no FIINSA são bastante diversos. Temos empreendimentos em diferentes estágios de maturidade, desde os que estão começando até aqueles já mais avançados, mas todos com uma conexão direta com a sociobiodiversidade amazônica. Dentro desse universo, reunimos tanto os chamados “negócios da floresta”, liderados por comunidades tradicionais e voltados à conservação, quanto negócios urbanos, que criam soluções sustentáveis a partir das cidades amazônicas. Eles vêm de diferentes regiões, reforçando a ideia de mostrar a diversidade de modelos de impacto existentes na Amazônia e como podemos fomentar seu crescimento e desenvolvimento.
No evento, esses negócios aparecem em vários espaços:
- Como participantes ativos, circulando pelo festival, trocando experiências com outros empreendedores, estabelecendo conexões com investidores e ampliando seu repertório de oportunidades.
- Como painelistas, compartilhando suas visões e experiências, para que sua voz seja ouvida e considerada.
- Na área Mercado Amazônia, onde expõem e vendem seus produtos, permitindo que o público tenha contato direto com itens que materializam o conceito de “manter a floresta em pé”. É um exemplo concreto: ao comprar produtos da sociobiodiversidade, estamos apoiando cadeias lideradas e trabalhadas por comunidades amazônicas.
Leia entrevista completa neste link






