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Aspacs e Natura firmam parceria para fornecimento de manteiga de murumuru

Aspacs e Natura firmam parceria para fornecimento de manteiga de murumuru

Matéria-prima produzida pela associação de Lábrea é base de itens como sabonetes, cremes, xampus, condicionadores, máscaras e bálsamos capilares

 

Por Lennon Costa
Imagem: Arquivo Idesam (sementes de murumuru)

 

Dando continuidade a uma parceria firmada em 2012, Natura e Idesam anunciam que a Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha (Aspacs), do município de Lábrea, passa a fornecer manteiga de murumuru à empresa de cosméticos. A matéria-prima é base de itens como sabonetes, cremes, xampus, condicionadores, máscaras e bálsamos capilares.

O Idesam apoia a Aspacs por meio do Projeto Cidades Florestais, financiado pelo Fundo Amazônia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desde o início do projeto, a associação recebeu maquinários, combustível e assistência nos contratos comerciais, na produção de óleos e na gestão. Já a Natura, além de compradora, trabalha na construção das cadeias de valor da sociobiodiversidade, tanto em campo, como na análise técnica e negociação aberta.

“A Aspacs possui uma cadeia de murumuru estruturada e com capacidade de aumento de produção e a Natura demonstrou interesse em conhecer melhor a associação. Após análises, entendimento da cadeia e discussão de precificação, a parceria foi firmada”, relembra Louise Lauschner, analista de Marketing do Idesam. “O fortalecimento da cadeia de murumuru irá envolver mais famílias extrativistas e aumentar a aquisição de frutos dessa espécie junto às famílias que já trabalham em parceria com a Aspacs”, reforça.

Renata Cunha, diretora de suprimentos da Gerência de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade (GRAS) da Natura, revela que a empresa tem interesse em ampliar sua rede de atuação no Estado do Amazonas, bem como investir no crescimento da cadeia do murumuru. “Pretendemos apoiar as atividades já conduzidas por parceiros, o desenvolvimento local e a geração de renda para as comunidades envolvidas. A previsão é um crescimento de pelo menos 20% por ano, nas atividades da associação”, destaca.

 

“O murumuru é conhecido por ser uma espécie de múltiplos usos. A manteiga é rica em ácidos graxos de cadeia curta, que penetram nas fibras capilares, e de cadeia longa, que alinham as cutículas dos cabelos. Por esse motivo, é utilizada amplamente em diversos produtos, inclusive da Linha Ekos”

– Renata Cunha, diretora de suprimentos da Gerência de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade (GRAS) da Natura

 

Impacto local

Presidente da Aspacs, Sandra Maia afirma que as comunidades ribeirinhas, há muito tempo, coletam murumuru, mas que “muitos não sabem o valor que tem essa semente”. “Não o valor financeiro, mas a importância do desenvolvimento sustentável diante da parceria com Idesam e Natura. Os ribeirinhos ficaram mais entusiasmados e é muito importante o apoio que as comunidades irão receber”, argumenta.

Sandra acrescenta que a parceria com a Natura eleva ainda mais o compromisso com a qualidade da manteiga. “E temos que continuar com as boas práticas. A associação está em uma nova fase e nos sentimos na obrigação de mostrar porque fomos escolhidos para fornecer a manteiga de murumuru. A Aspacs será conhecida pelo seu trabalho e isso muito nos honra”, complementa ela, citando o Idesam como “parceiro fundamental nessa conquista”.

 

Outros produtos

Além da manteiga de murumuru, há uma articulação da Natura junto à Aspacs para incluir a andiroba na cesta de produtos ofertados. “Está na fase de avaliação em relação à qualidade. Essa análise é uma das etapas para validação de qualquer nova cadeia, o que inclui teste de qualidade e aplicação em produtos cosméticos. Sempre que nós abrimos um novo relacionamento, procuramos ampliar, de acordo com o interesse das comunidades e demanda, a oferta de diferentes espécies”, encerra Renata.

 

Cidades Florestais

Iniciado em 2018, o Cidades Florestais tem como propósito promover a economia florestal de municípios do interior do Amazonas. Por meio do fomento a cadeias produtivas florestais, madeireiras e de óleos vegetais, a iniciativa tem beneficiado comunidades em 09 municípios do Amazonas. As ações do projeto são desenvolvidas pelo Idesam, com apoio do Fundo Amazônia/BNDES. Atualmente, 13 organizações sociais participam ativamente das ações, que incluem a implantação de plataforma digital e aplicativo de apoio à gestão da produção comunitária.

Entre as iniciativas planejadas e realizadas pelo Cidades Florestais estão a aquisição de novos equipamentos e maquinários para a atividade florestal, instalação de uma Rede de Óleos da Amazônia, incluindo a construção de duas novas mini usinas de extração de óleos vegetais, com apoio estrutural e gerencial a outras três usinas já existentes. Para saber mais, acesse https://idesam.org/cidades-florestais/.

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