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Feito Histórico: Café Apuí Agroflorestal coloca produtor no Top 15 e mais dois no Top 30 dos melhores cafés canéforas do Brasil 

Na foto: Viriato Rolf, Márcia Brito e Marina de Araújo

Resultado inédito no Coffee of the Year 2025 valida modelo de sociobioeconomia que une agricultura familiar, regeneração de áreas degradadas e um produto de qualidade sensorial excepcional 

A cafeicultura na Amazônia vive um momento histórico. A Iniciativa Café Apuí Agroflorestal alcançou uma conquista extraordinária: 3 dos seus produtores parceiros foram selecionados entre os 30 melhores cafés da espécie canéfora (robusta) do Brasil em uma lista no último dia 24 de outubro. O reconhecimento veio do Coffee of the Year 2025, o maior e mais disputado concurso de cafés do país, realizado durante a Semana Internacional do Café (SIC) em Belo Horizonte. 

Esta conquista é um marco para Apuí e para todo o estado do Amazonas. No ano passado, a região celebrou o primeiro produtor na história do Amazonas a figurar nesta seleta lista. Em 2025, menos de um ano e meio após o início de um projeto focado em qualidade, o sucesso se multiplica com três agricultores familiares representando o estado. O grande destaque foi a dupla Viriato Rolf e Luiz Carlos Lemke, que avançou, cravando seu lugar entre os 15 melhores da competição na lista divulgada em 6 de novembro durante a feira da Semana do Café. Juntam-se a eles na seleta lista do Top 30 as produtoras Marcia Brito e Marina de Araújo

A conquista de Marcia é dupla: ela também foi recentemente anunciada como campeã regional do Concurso Florada Premiada. Promovido pelo Projeto Florada com apoio do Grupo 3 Corações, o concurso celebra o trabalho de mulheres produtoras do Brasil, valorizando o protagonismo feminino na cafeicultura e premiando os melhores microlotes de cafés especiais (Arábica e Canéfora/Conilon). 

Eles provaram que é possível produzir um café de altíssima qualidade, capaz de competir com os melhores do país, enquanto se regenera ativamente o bioma amazônico. 

O segredo do sabor está na floresta. O Café Apuí Agroflorestal não é cultivado apesar da floresta, mas com ela, num modelo único e sustentável. Os pés de café, da variedade Robusta Amazônico e as árvores plantadas em áreas antes degradadas crescem juntas à sombra de espécies nativas da Amazônia.  Este Sistema Agroflorestal (SAF) oferece a sombra necessária para o fruto se desenvolver corretamente e contribui com matéria orgânica, ajudando na qualidade e enriquecimento natural do solo. 

O resultado deste método é um café que apresenta aromas e sabores complexos — com destaque para o campeão do 4° Campeonato de Qualidade do Café Apuí Agroflorestal, Viriato Rolf e Luiz Carlos Lemke, que apresenta notas de nectarina, calda de pudim, groselha, laranja, cajá e castanha-do-pará. 

Esta vitória é a prova definitiva de que o modelo de sociobioeconomia da Amazônia funciona. Para Jônatas Machado, diretor de operações da Amazônia Agroflorestal, empresa responsável pela cadeia de valor do Café Apuí Agroflorestal, o resultado valida a crença de que “para manter a floresta em pé é preciso gerar renda aos produtores, e isso passa por qualidade e produtividade”. Ele afirma que o prêmio “mostra que estamos alcançando esse objetivo, gerando renda aos produtores, melhorando a qualidade e regenerando a floresta”. 

O reconhecimento também revela a capacidade da agricultura familiar amazônica de produzir com excelência sem desmatar. “O resultado mostra que tem sim como produzir com qualidade, manter a floresta em pé e gerar renda”, destaca Machado. “Somos um café que tem árvores no sistema produtivo, pensando na regeneração da floresta, e conseguimos chegar nos melhores cafés do Brasil. Queremos que Apuí se torne referência em Sustentabilidade e qualidade!” 

A sustentabilidade, portanto, não é apenas um discurso; é um ingrediente que resulta em um produto final de qualidade superior. A iniciativa, que representa uma alternativa de renda até 10 vezes mais rentável por hectare plantado (sem considerar a propriedade inteira), já envolve 134 famílias parceiras, promoveu a recuperação de mais de 2,6 milhões de metros quadrados de áreas degradadas e contribui para a conservação de mais de 108 milhões de metros quadrados de floresta nativa. 

As 30 melhores amostras de canéfora, incluindo as de Apuí, foram agora apresentadas na Semana Internacional do Café (SIC), de 5 a 7 de novembro em Belo Horizonte. Compradores nacionais e internacionais provaram os cafés nas Salas de Cupping. Os 5 cafés de canéfora mais bem pontuados avançaram para uma degustação às cegas com o público do evento, e os grandes vencedores anunciados na cerimônia de premiação no último dia do evento. 

Informações: www.cafeapui.com.br

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