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Parcerias entre comunidades e empresas são tema do Fórum ‘Florestas Coletivas’

Realizado por Idesam e Imaflora, evento busca aproximar diferentes agentes para desenvolvimento das ações de manejo florestal na região

 

Com informações da assessoria
Imagem: Divulgação

 

Com todo o potencial da região para a produção de madeira – legal – através de planos de manejo sustentáveis, é natural estabelecer uma projeção de evolução nesse mercado. Porém, para que essa tendência se confirme e essa evolução ocorra de forma justa e equilibrada, é essencial evoluir também nas parcerias entre comunidades e empresas do setor de base florestal.

Para discutir essas parcerias, o Idesam e o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) realizam, no próximo dia 27 de outubro, o Fórum Florestas Coletivas. O evento conta com apoio da Aliança para o Clima e Uso da Terra (CLUA, na sigla em inglês) e será gratuito.

Segundo dados do Imaflora de 2017, o manejo florestal gerou mais de R$ 4,4 bilhões e mais de oito mil empregos no Brasil. O Fórum Florestas Coletivas fará um amplo debate sobre o assunto, principalmente para incentivar que comunidades tradicionais se unam para atuar com manejo florestal ou que façam acordos, baseadas em alguns critérios, com empresas madeireiras visando o manejo sustentável de suas florestas.

Considerando que esses acordos devem trazer benefícios sociais – como geração de emprego e renda, capacitações, inclusão de grupos vulneráveis, entre outros –, é necessário que as associações e cooperativas comunitárias estejam preparadas e capacitadas para exigir das empresas condições justas e conservação ambiental.

Banner de divulgação do evento.

Segundo o coordenador senior de projetos do Imaflora, Marco Lentini, o Fórum Florestas Coletivas apresentará as possibilidades de extração madeireira de forma qualificada. “Pesquisas apontam o aumento de taxas de desmatamento e de degradação ambiental de forma acelerada. Sabemos que o manejo florestal pode ser uma solução para isso e precisamos aumentar essas áreas manejadas na próxima década, com concessão de florestas públicas para que comunidades possam fazer acordos benéficos”, comentou.

Já o gerente florestal do Imaflora e líder do Fórum de Florestas Nativas e da Força Tarefa de Concessões da Coalizão Brasil, Leonardo Sobral, afirmou que, durante o fórum, serão lançados vídeos explicativos e uma cartilha com orientações sobre manejo florestal. Já aplicados no Amazonas e no Pará, os vídeos e das cartilhas podem ser utilizados em áreas com floresta de qualquer parte do Brasil.

O gerente de Manejo e Tecnologias Florestais do Idesam, André Vianna, destacou a importância de realizar mudanças nas formas de relacionamento entre empresas e comunidades. “O objetivo principal é que as organizações comunitárias desenvolvam o manejo sem a necessidade de recursos de filantropia ou de apoio governamental. Então, queremos tratar como essa relação com as empresas pode fomentar o manejo florestal comunitário a partir de relações com maior equilíbrio de poder entre as duas partes”, disse.

O Fórum – gratuito e aberto ao público – é voltado principalmente para lideranças comunitárias, pesquisadores, empresas madeireiras e instituições que atuam pela conservação do meio ambiente, questões socioambientais e de sociobioeconomia.

 

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Participe do Fórum via Youtube[:en][vc_row][vc_column][vc_column_text]Evento acontece nos dias 14 e 15 de setembro, de forma online; André Vianna, gerente no Idesam, compartilha mais detalhes na entrevista a seguir

 

Por Comunicação Idesam

 

Encerrando a primeira etapa do Projeto Cidades Florestais (PCF), o Idesam realiza, de forma online, nos dias 14 e 15 de setembro, a segunda edição do Seminário de Produção Florestal Familiar e Comunitária do Amazonas, o Manejar. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site do evento – www.manejar.org.br.

Gerente do Programa de Manejo e Tecnologias Florestais do instituto, André Vianna exalta a trajetória do projeto ao longo dos três últimos anos. “O PCF nasceu em 2018, financiado pelo Fundo Amazônia / BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e desenvolveu junto a 16 organizações sociais – associações e cooperativas do interior do Amazonas –, com apoio do Idesam, o fomento a atividades produtivas florestais. Nós entendemos que o manejo florestal madeireiro e o fomento a produtos florestais não madeireiros, como óleos vegetais, são ferramentas importantes para gerar a conservação da floresta, pois isto gera renda para as populações que vivem nessas localidades”, afirma Vianna, que comenta sobre este e outros tópicos relacionados na entrevista a seguir.

 

Qual a importância de uma iniciativa como o Cidades Florestais para as populações que vivem na floresta?

O projeto busca melhorar a qualidade de vida das populações do interior do estado e, assim,  possam permanecer nos seus locais de origem conservando a floresta. Ao todo, dez municípios receberam atividades do projeto para apoiar o desenvolvimento da economia local com base nas atividades das associações dessas localidades.

 

E como o 2º Manejar encerrará essa etapa?

Essa edição, que será online e todas as pessoas interessadas poderão acompanhar pelo canal do Idesam no YouTube, vai marcar o final dessa etapa do Cidades Florestais e apresentar todos os resultados que foram atingidos, quais foram os desafios enfrentados, as soluções encontradas pela equipe junto a essas organizações e quais foram as inovações que utilizamos para vencer os desafios que existem em nossa região.

 

Em sua visão, a Amazônia precisa de uma alternativa econômica vinda da floresta?

Com certeza. A Floresta Amazônica é fundamental para a manutenção do regime de chuvas do país, então é importante para o setor agrícola do Brasil, para  as populações do Sul e Sudeste, e para o país para garantir o fornecimento de água. Também, consiste em um grande reservatório de carbono, que se removido e queimado agravará os efeitos das mudanças climáticas. Outro ponto a considerar é a importância de as pessoas que vivem na floresta terem boas condições de vida. É essencial a gente buscar novas ferramentas pautadas em questões de sustentabilidade, mas que desenvolvam a economia do interior.

 

E isso é importante até para trazer alternativas para o Amazonas.

Exatamente. Existe essa discussão sobre o desenvolvimento do Amazonas além da Zona Franca. O Amazonas, há muito tempo, depende da Zona Franca de Manaus, então é importante que a gente busque outras matrizes econômicas, preferencialmente de base sustentável, e que desenvolva o Estado como um todo, para não ficar dependendo exclusivamente desse modelo. E estamos em uma posição muito favorável, de destaque, pois o mercado – principalmente internacional – tem valorizado muito a marca Amazônia e produtos sustentáveis. Essas cadeias produtivas sustentáveis têm um apelo e uma possibilidade de venda e geração de recursos muito grande. Precisamos aproveitar essa oportunidade que o Amazonas tem para se desenvolver usando essas cadeias produtivas sustentáveis.

 

Quais temas serão abordados no 2º Manejar?

O seminário vai falar sobre os resultados dos planos de manejo desenvolvidos e trabalhados durante esses três anos com comunidades em Unidades de Conservação (UCs); os resultados da construção de duas usinas de óleos e o apoio a outras três, de cinco municípios do Amazonas, além do crescimento desse segmento em mercados importantes. Também vamos discutir algumas possibilidades de como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) pode ser uma forma de a gente apoiar essas cadeias produtivas. Vamos discutir, ainda, possíveis encaminhamentos para políticas públicas – o que pode ser melhorado, quais são as demandas de comunidades do interior etc.

 

Aproveitando o gancho, qual a maior dificuldade ao se falar de atividades madeireiras, já que é um tema sensível nesse cenário atual?

Eu, como engenheiro florestal, tenho encontrado dificuldades para comunicar este tema para o grande público. É importante que as pessoas compreendam que a atividade madeireira, quando realizada de forma licenciada, sustentável e responsável, é uma ferramenta de conservação da floresta. Então, não é necessariamente deixando de comprar madeira que estará apoiando a conservação; se você estiver comprando madeira de planos de manejo licenciados, principalmente de comunidades, de Unidades de Conservação (UCs), aí sim estará auxiliando na conservação da floresta.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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