(Português do Brasil) Agroecologia Indígena

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A agricultura familiar constitui a principal atividade desenvolvida por comunidades indígenas amazônicas e é responsável direta pela soberania alimentar dessas populações. O Idesam acredita que dentre as formas de se fortalecer essa agricultura, estão: o fomento a produção, a valorização das práticas tradicionais, o resgate de variedades locais e a disseminação de técnicas agroecológicas.

Buscando apoiar o desenvolvimento de sistemas sustentáveis de produção, junto e com a participação das populações indígenas do Estado do Amazonas, o Idesam apoio iniciativas com foco nessas populações e presta assistência técnica a essas comunidades.

 

Em parceria com a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e a Federação das Organizações Indígenas do Alto Rio Negro (FOIRN), o Idesam está implementando o projeto “Diagnóstico da produção alimentar e criação de banco de sementes e viveiro de árvores nativas para uso alimentar e medicinal junto às comunidades indígenas em São Gabriel da Cachoeira (AM)”.

 O projeto, financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD,  visa fortalecer o Programa de Agricultura Indígena do Estado, que busca valorizar práticas tradicionais através de ações de assistência técnica e extensão rural voltadas para a população indígena dos municípios do Amazonas.
Como resultados do projeto, além de estruturar viveiros de mudas de espécies nativas de interesse alimentar e medicinal, também são esperados a recuperação de áreas degradadas por meio de plantios de sistemas agroflorestais. Estes plantios poderão tanto apoiar a demanda local por alimentos quanto auxiliar a manutenção da agricultura tradicional, uma vez que também serão bancos de variedades locais para plantios na região.
O projeto está estruturado em 6 etapas estratégicas, detalhadas a seguir:
Etapa 1 – Identificação e mapeamento de áreas degradadas na região do município de São Gabriel da Cachoeira e seleção das áreas potenciais para o desenvolvimento do projeto;
Etapa 2 – Seleção dos atores sociais interessados em implantação de sistemas agroflorestais;
Etapa 3 – Diagnóstico socioambiental, mapeamento das principais espécies agrícolas e identificação das tecnologias de manejo agroflorestal de domínio da população indígena;
Etapa 4 – Capacitação dos atores sociais envolvidos no projeto e técnicos extensionistas em práticas agroecológicas;
Etapa 5 – Implantação das Unidades Demonstrativas (UDs) de Sistemas Agroflorestais, banco de sementes e viveiros florestais;
Etapa 6 – Monitoramento, estudo de potencial econômico e elaboração de relatórios periódicos que apontem as limitações e potencialidades dos sistemas agroflorestais desenvolvidos, para que estas experiências possam ser validadas e multiplicadas.
Ao final destas etapas espera-se que estejam estruturados dois núcleos de disseminação de práticas agroecológicas na região do alto rio Negro, que poderão expandir-se com o interesse de novos agricultores indígenas e com a continuidade do programa.

O Idesam realizou, entre 2014 e 2015, a implementação 13 sistemas agroflorestais (SAFs) e 2 viveiros florestais na Terra Indígena (TI) Andirá-Marau, localizada na divisa entre os estados do Amazonas e Pará. As atividades integraram o Projeto Warana, desenvolvido através de uma parceria entre Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural do Amazonas),  Assai (Associação dos Amigos do Inpa) e Consórcio dos Produtores Sateré-Mawé, com patrocínio da Petrobras.

Além dos SAFs e viveiros, as atividades contemplaram a instalação de 5 parcelas de inventário de estoque de carbono, e atividades de educação ambiental, como oficinas, treinamentos e a  realização de feira de troca de sementes e experiências entre comunidades indígenas.

A educação ambiental é um tema transversal a todas as ações do projeto e tem como foco a promoção da saúde e da soberania alimentar das famílias beneficiadas.

As ações estão previstas em treze comunidades indígenas Satere-Mawé, localizadas nas calhas dos rios Uaicurapá, Andirá e Marau, na Terra Indígena Andirá-Marau. A TI, situada na divisa entre Amazonas e Pará, abrange áreas dos municípios amazonenses de Parintins, Maués e Barreirinha, e dos municípios paraenses de Aveiro e Itaituba, e é tradicionalmente ocupada por uma população de 7.376 pessoas da etnia Sateré-Mawé em uma superfície territorial de 788.528,38 hectares.

Através do projeto Corredores Indígenas, uma parceria firmada entre Idesam, Avina e Jiahui, busca apoiar melhorias técnicas e organizacionais da produção local e superar gargalos e deficiências nas práticas de produção, armazenamento e comercialização da castanha. Desde 2013, os moradores da Terra Indígena (TI) Jiahui, com o apoio de instituições parceiras vêm buscando alternativas para melhorar a produção e comercialização de castanha-do-brasil na Terra Indígena.

Durante o projeto, como forma de se apoiar a organização para a venda dos produtos foi realizada uma oficina para se discutir e trocar experiências sobre organização social e formas de comercialização coletiva. Para que os Jiahui pudessem vivenciar estas formas de organização, o projeto também realizou intercâmbios para duas cooperativas em Manicoré, a COVEMA – Cooperativa Verde de Manicoré e a COOPEMA – Cooperativa dos Produtos Agropecuários e Extrativistas dos Recursos Naturais. Durante os intercâmbios, além dos aspectos técnicos de produção em larga escala, os Jiahui vivenciar a organização das cooperativas para a comercialização.

O Idesam realizou oficinas sobre boas práticas de açaí e castanha-do-brasil, focando principalmente em aspectos de armazenamento e os entraves do transporte desses produtos. As atividades foram encerradas com a construção de um paiol para armazenar e comercializar de forma coletiva a castanha-do-brasil e de uma mesa secadora de castanha.

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