Idesam e organizações sociais lançam marca coletiva para comercialização de produtos amazônicos

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Idesam e organizações sociais lançam marca coletiva para comercialização de produtos amazônicos

Lançamento online da nova marca aconteceu em transmissão pela internet

Por Comunicação Idesam
Foto: Henrique Saunier

Em parceria com associações e cooperativas do Amazonas, o Idesam lança uma marca coletiva criada para comercializar produtos florestais amazônicos. A Inatú nasce para levar produtos amazônicos sustentáveis com impacto social ao mercado nacional, beneficiando pelo menos 2500 pessoas envolvidas na iniciativa. As comunidades parceiras do projeto têm agora a oportunidade de comercializar óleos vegetais com uma maior industrialização e em maiores lotes de produção, valorizando ainda mais o trabalho das famílias que vivem do extrativismo. 

A nova marca surge por meio Cidade Florestais, projeto do Idesam financiado pelo Fundo Amazônia/BNDES que busca fomentar o uso múltiplo da floresta como fonte de economia sustentável na região. Em menos de dois anos, o projeto apoiou a comercialização de R$ 1 milhão de reais em óleos amazônicos, mostrando o potencial da geração de renda a partir de produtos extraídos de forma sustentável. 

Neste primeiro momento, a Inatú é lançada com quatro produtos em seu portfólio, feitos a partir da copaíba, andiroba, café verde e breu. Com a Inatú e a venda destes produtos fracionados, estas famílias extrativistas conseguem chegar ao consumidor final, por intermédio de revendedores, pequenas e médias empresas que queiram ser parceiras da marca.

A nova marca é administrada pelas próprias comunidades ribeirinhas do Amazonas, localizadas na região de Lábrea, Silves, Carauari, Apuí e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã. A Inatú representa mais um passo que o Cidades Florestais dá no apoio a essas comunidades, da extração ao beneficiamento de insumos popularmente conhecidos, mas que agora são utilizados para fins além dos tradicionais e com processos produtivos mais modernos. 

“A visão do projeto é justamente demonstrar que a floresta pode gerar mais renda do que as comunidades imaginam, despertando o empoderamento e o interesse em novas atividades econômicas. Além disso, os consumidores poderão rastrear a origem dos produtos amazônicos vendidos com a marca Inatú, todos certificados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, afirma Louise Lauschner, responsável pelo marketing e vendas da marca.

O elo mais importante na cadeia de produtos florestais é o impacto que estas atividades possui na vida das famílias produtoras, já que no fim das contas é o que determina a qualidade do produto. Um óleo ou outro produto final extraído da floresta só terão qualidade se as boas práticas forem feitas desde o início da cadeia produtiva e isso passa principalmente pelos benefícios sociais às comunidades.

“O trabalho para melhor estruturar as cadeias e buscar novos clientes tem gerado resultados animadores e mostram o potencial dos negócios que respeitam a floresta”, destaca André Vianna, gerente do Idesam e responsável pelo Cidades Florestais.

O evento de lançamento foi realizado totalmente online, na última quarta-feira (19/agosto), e está disponível neste link.